Onde Aprender a fazer Crochet

O crochet é uma das minhas paixões e sempre quis que tu desse lado quisesses aprender crochet. Mas o crochet, para quem nunca segurou numa agulha, não é fácil de aprender só de boca!

O crochet é muito versátil e é muito mais que naperons e colchas de cama e, dependendo do material que escolhes, podes fazer roupa, acessórios, bijuteria, peças de decoração da tua casa como mantas, almofadas, colchas, cortinas, tapetes… Eu sei lá! Tanta coisa 🙂

E se calhar também já te perguntaste: onde aprender a fazer crochet?

Por isso chegou a altura de aprenderes e eu vou estar a ensinar. Preparei um workshop de iniciação para quem nunca pegou numa agulha ou para quem se lembra de ter sido ensinado pela avó mas já esqueceu! Neste workshop vais poder executar um projeto do inicio ao fim e levá-lo contigo para casa!

Workshop de Iniciação ao Crochet

O workshop terá lugar dia 10 de Setembro, com inicio às 18h30 e duração de 3 horas. A Companhia das Agulhas fica muito em mão, ao pé do Corte Inglês em Lisboa e tem o metro a menos de 2 minutos da porta. Além disso a escola  é super simpática e acolhedora e a nossa sala é um mimo! E é sempre uma oportunidade para estarmos juntas e trocarmos umas ideias sobre o assunto!

Eu vou estar lá para te guiar neste projeto que podes depois oferecer à tua cara metade, à tua mãe ou a alguém que te seja especial! E para este workshop não precisas de trazer nada. Os materiais estão incluidos!

As inscrições são feitas através da escola e o mail da escola é: companhia.agulhas@gmail.com

E se quiseres continuar a aprender, depois deste workshop de iniciação vou estar todas as 5ªs feiras, no mesmo horário a dar aulas livres de crochet. Como funcionam? Simples, escolhes um projeto que queiras fazer, trazes os materiais e tens acompanhamento semanal para venceres aquelas partes difíceis e aprenderes as técnicas que desconheces!

Vem aprender a fazer crochet!

Modelos Holland Design

O verão já chegou e com ele as férias e como é já habitual por aqui, é tempo de ir de férias, que o blog também precisa delas!

A Silly Season é mesmo assim e ao longo destes anos todos de blog descobri que não gosto dos meses de verão no blog. Em primeiro lugar porque o tempo está bom e não há desculpa para ficar em casa, em segundo lugar porque tu também não estás aí desse lado! Eu sinto menos pressão para produzir conteudos e não fico com a sensação de estar a excluir quem está de férias!

O verão é mesmo assim, viver ao máximo e aproveitar. O outono em breve estará de volta e nessa altura temos todo o tempo para retomar este espaço! Poder ser até que aconteça alguma coisa digna de reporte e, nesse caso, cá nos encontraremos. Doutra forma vamos mas é aproveitar estes meses de sol e praia.

Mas não quero fechar a temporada sem ter tudo em ordem e tenho um trabalho para te mostar que tenho vindo a adiar desde o inicio do ano. É que isto de ter um blog que assenta nas fotografias obriga a ter fotografias razoáveis, e neste caso não tenho.

O que te quero mostrar são duas camisolas em crochet que fiz para as miúdas. Na verdade fiz 3 mas, lá está, falharam as fotografias. Não só não houve tempo como não houve disponibilidade dos modelos fotográficos!

Os modelos de crochet são da Holland Designs, escritos em inglês americano, muito simples de fazer, embora seja necessário converter os pontos porque a terminologia deles é diferente da nossa.

O que eu gostos nestes modelos é que os pontos são muito diferentes do que normalmente vemos e as peças ficam a parecer tricotadas em vez de crochetadas, mas estes pontos são apenas variações dos pontos básicos e são mesmo simples e rápidos de fazer. Para mim, infinitas vezes mais rápidos do que em tricot.

Usei o modelo Peasant Top para fazer uma camisola para a Teresa e para a Mafalda.

crochet girl sweater

Mas acabei por alongar as mangas. As instruções não referem as mangas mas não vais ter qualquer dificuldade em acrescentar os pontos para as fazer. Na hora de fazer mangas fico sempre um bocadinho na dúvida. Por um lado porque gosto muito de mangas a 3/4 e por outro porque detesto mangas muito compridas em crianças, só atrapalham e acabam numa sujeira desgraçada.

Na camisola da Teresa deixei-as ficar a 3/4 mas acabei por achar que ficou um bocadinho com o ar de ser uma camisola um número abaixo do dela! E fiz a camisola às riscas porque não tinha lã de uma cor só que chegasse para fazer a camisola toda. Há alturas na vida em que temos de gastar as quantidades loucas de materiais que temos! E a ideia foi mesmo aproveitar o que já tinha em casa, e resistir à tentação de comprar mais lã!

Já na camisola da Mafalda (sem foto) optei por usar uma só cor que foi o preto e fiz as mangas compridas. Também na camisola da Mafalda optei por rematar a fita do pescoço com duas flores grandes em crochet para lhe acrescentar um pouco mais de graça. A escolha da lã em preto foi só porque tinha quase um quilo de lã preta nas minhas prateleiras e achei que ela já tinha tamanho para gastar parte dela!

Já para a Sofia optei por um casaco mas cometi o erro básico que foi escolher o tamanho de forma optimista. Ou seja quando comecei a fazer o casaco a Sofia tinha acabado de fazer 1 ano por isso eu escolhi o tamanho 18 meses. É claro que pela altura em que o acabei ela já quase que tinha tamanho para usar o de 2 anos. O que significa que o usou poucas vezes até porque depois o frio chegou em força e este casaco já não serve para o frio do Montejunto.

O modelo é o SHAWL COLLARED CARDIGAN e é sem dúvida um modelo a repetir.

girl crochet sweater

O modelo pede as mangas curtas e eu, para acabar a lã roxa, alonguei-a um pouco mais mas já não chegou a manga comprida! Também é muito fácil de fazer e olhando para o modelo parece bem mais complicado do que na verdade é.

Melhor feito que perfeito e as minhas filhas ainda estão na fase de se sentirem mimadas com estas coisas, por isso para mim é sempre uma enorme recompensa vê-las contentes a usar as coisas que lhes faço.

Dá uma espreitada a estes modelos. O bom é que também tem coisas para meninos, para as mães de meninos não terem desculpa.

Vá, aventura-te! O verão está a chegar e está mesmo a pedir um projeto a uma agulha! E se precisares de orientação ou umas dicas, eu estou por aqui.

Passa Montanhas em Crochet

Na serra do Montejunto faz frio. Tanto frio que os gorros e as luvas foram das primeiras coisas a ficar operacionais depois da mudança. Mas a Sofia não tinha assim tantos e nós no meio da confusão vamos deixando coisas um pouco por todo o lado: em casa de uns avós, em casa de outros, nas mochilas na escola, coisas que ficam no meu carro, coisas que ficam no carro do pai…E a pretexto de agora ter mais espaço em casa, a minha mãe (e mais tarde a minha sogra) presentearam-me com os seus restos de lã.

Isto para dizer que resolvi fazer um Passa Montanhas para a Sofia. Ainda namorei uns modelos na Internet mas achei que havia de conseguir chegar lá sozinha, e consegui!

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Os ganchos são complementos. Estavam no cabelo antes de lhe por o Passa Montanhas!

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Usei uma lã grossa com uma agulha de 8mm e trabalhei sempre em ponto baixo.

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Este Passa Montanhas é mesmo muito fácil de fazer. Podes variar o ponto de crochet e escolher o que gostas mais de ver. Quanto mais fechado for o ponto mais quente fica! Depois faz um retangulo onde o lado maior é a largura à volta dos ombros e o lado menor é a altura dos ombros até à testa.

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Quando a tua peça tiver as medidas certas, dobra ao meio. A parte sem costura corresponde à parte de trás.

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Agora é só coser um dos topos e coser um pouco da parte da frente para fazer o pescoço. Podes também fazer mais uma ou duas carreiras à volta da abertura da cara, para acentuar e rematar.

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E é mesmo assim tão simples!

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Crochet Moderno

O Croché foi das poucas coisas que a minha avó teve paciência para me ensinar e o que sempre gostei no crochet foi o conseguir perceber a cada momento o que tinha de fazer para obter determinado resultado.

Sempre achei que era versátil e facilmente ajustável a cada necessidade, para além de ser muito rápido e poder ser feito tanto com lã como com linha, e até com outros materiais como as fitas de tecido, os plásticos e afins.

Mas durante muito anos o crochet foi para mim mantas de lã e naperons para todas as divisões da casa, da cozinha ao quarto, passando por todos os móveis, mesas e mesinhas que ficassem pelo caminho. Em casa dos meus pais os naperons era mudados religiosamente todas as 6ª feiras, tal como os lençóis das camas!

E a minha avó tinha sempre um trabalho de crochet no saco, que fazia nas horas de ócio em que se permitia sentar em frente à televisão. Por causa dela tenho um saco cheio de naperons, em conjuntos muito aprimorados e cuidadosamente estudados para cada divisão, que nunca uso mas que sou totalmente incapaz de me desfazer deles.

Mas nos nossos dias o crochet é mais do que isso, e é nesta descoberta que eu tenho andado entretida desde o inicio do ano.

Estas fotos foram tiradas em Constância em Maio deste ano e deixaram-me rendida ao encanto da cor. A iniciativa parte de um projeto social de combate à solidão e o trabalho foi feito por quem se quis juntar à iniciativa.

Constança_2014_1 Constança_2014_2 - Cópia    Constança_2014_3

E sabes que mais? Adorava ter um barco “vestido” assim! E fiquei totalmente rendida às cores e a este novo crochet. Afinal há mais no crochet do que naperons!

Saia em Crochet

Na mitologia grega a Penélope era a mulher do Ulisses que foi para a guerra de Tróia e esteve ausente 20 anos. Como a ausência de Ulisses se prolongava, o pai de penélope deu-o como morto e quis que a filha voltasse a casar contudo a Penélope acreditava que Ulisses voltaria, e encontrou uma maneira de simultâneamente satisfazer o seu interesse e o do seu pai. Penélope combinou com o Pai que só voltaria a casar quando terminasse de tecer um sudário para oferecer ao pai de Ulisses, e para prolongar ao máximo o seu tempo Penélope tecia durante o dia aos olhos de todos, e desmanchava o que tinha feito durante a noite!

Às vezes tenho trabalhos que me fazem lembrar a Penélope e a sua manta, que faço e desmancho, faço e desmancho, e que de tanto fazer e desfazer parece que levam toda a eternidade a ficarem feitos!

Como esta saia que me apaixonou assim que a vi numa revista italiana que me custou uma fortuna! Embora as lãs não sejam as mesmas o tamanho da agulha é o mesmo, o que deveria dar um acabamento semelhante. Mas qual quê!

Segui as instruções até me fartar de desmanchar e resolvi fazê-la a olho.

Há aqueles projetos que dão gozo acabar e depois há aqueles projetos que quando estão acabados nos fazem sentir mais leves e levemente aliviadas.

Foi desde o inicio um desafio e só a certeza de que ia valer a pena ver o resultado final me fez continuar. Desmachei e recomecei tantas vezes que lhe perdi a conta e várias vezes foi dada como pronta, mas depois houve sempre qualquer coisa que me fez voltar atrás e refazer. Acabou por não correr muito mal, afinal de contas foi feita em pouco mais de 6 meses!

Para agora ainda está um bocadinho grande mas é uma saia de verão e até lá estou mais do que certa que a Mafalda cresce o suficiente para a saia lhe servir na perfeição.

Não me sobrou vontade de fazer outra para a Teresa até porque adaptar novamente as medidas para uma saia mais pequena ia ser outro desafio, e de qualquer forma será inevitável que a Teresa quando chegar à idade da Mafalda acabe por a vestir também! Em vez disso resolvi aproveitar o algodão que sobrou para outro projeto de verão que tenho a certeza que vai fazer as delicias das pequenotas da familia. Mas isso é para outro dia!