Como fazer um Quilt #1

Gosto muito de fazer quilts. É um projecto que nunca cansa por mais que se faça. Não sei se é do entusiasmo de poder escolher livremente as cores, os tecidos e os padrões, ou talvez seja das infinitas combinações de formas e cortes que podemos fazer. Fazer um quilt é quase como pintar um quadro: primeiro há à tela branca e vazia que se vai enchendo de cores e formas, e no final o resultado é perfeito!

Eu gosto dos meus quilts com cores vivas e fortes, gosto de tecidos simples e gosto de muito branco a fazer brilhar as cores. Gosto de brincar com as formas e de criar os meus próprios esquemas. A bem dizer acho que só fiz um quilt com base num modelo pré definido e foi mesmo o primeiro!

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Este vai ser mais um quilt de bebé e claro, já tem destino. Desenhei o quilt e chamei-lhe “Squezze my square”. Terminado vai ter cerca de 1mX1m, as dimensões ideais para um bebé e mais tarde para servir de aconchego no carrinho de passeio. A minha sobrinha Bia teve direito a um quando nasceu e quando saia em passeio no carrinho levava sempre o quilt com ela e chorava que se fartava se alguém lhe tirava o quilt de cima! Tinha pouco mais de mês e meio, por isso sim, faz toda a diferença!

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Para a Teresa fiz um maior, para a cama de grades, mas como ela nunca lá dormiu, poucas vezes o usou. Agora sempre que tiro o quilt do armário ela agarra-se a ele e abraça-o. E a Mafalda também… porque não tem nenhum quilt, mas adora o da irmã e está-me sempre a pedir que lhe faça um… Importa dizer que quando a Mafalda nasceu eu ainda não tinha sido mordida pelo bichinho do quilt!

Isto tudo para dizer que se existe um “must have” no enxoval dos bebés é um quilt. Vai daí que é seguramente a melhor prenda que se pode oferecer a um recém nascido, ainda mais se tiver sido cuidadosamente cosido, com todo o amor e carinho, por alguém que lhe é próximo.

E pode ser um projecto fácil de fazer. No caso do “Squezze my Square” é super simples de fazer e rápido, A maioria das peças é suficientemente grande para tornar o quilt rápido de montar. E por não requerer pontos complexos pode ser feito fácilmente por quem não tem máquina de costura.

Parece-me ter ouvido um eco tipo “está doida! Coser à mão?!”. Pois é, eu sou acérrima defensora dos quilts cosidos à mão. Não por extremismo ou por puritanismo, mas porque é uma alternativa mais do que viável para quem só dispõe de pequenos momentos para dedicar à costura. Passo a explicar: para quem tem um espaço de costura, onde tem a máquina montada e onde pode deixar tudo desarrumadinho e fechar a porta quando tiver de parar, isto não se aplica e se calhar é mesmo mais rápido sentar à máquina e coser.

Mas para quem não tem espaço de costura e tem de montar e desmontar a máquina, preparar o projeto, coser, arrumar tudo outra vez, coser à mão pode ser uma economia de tempo se só tiveres meia hora por dia, ou menos, ou se tiveres de interromper esse tempo várias vezes para ires, por exemplo, atender as crianças.

E como é que isto é facilitador? É porque podes ter um saquinho com as peças do quilt em que estás a trabalhar, uma tesoura, agulha e linha. Nada mais. E podes sentar-te comodamente no teu sofá a veres televisão, e enquanto estás no sofá vais dando uns pontinhos no teu quilt. E vais fazendo ao teu ritmo e podes trabalhar nele todos os dias, mesmo que seja só um bocadinho. Se o bicho te morder com muita força, podes também levar o teu pequeno saquinho para onde quer que vás e trabalhar por exemplo, no jardim enquanto as crianças correm e brincam! Resulta comigo!

Claro que se tiveres períodos de tempo em que podes estar dedicada a isto e estares à máquina de costura, podes sempre complementar e fazer umas partes à mão e outras à máquina. Se queres saber, não se vai notar no resultado final por isso…

Então? Vamos fazer um quilt? Carrega no botão para saberes como!

Como fazer um quilt

 

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