Como fazer um vestido de uma camisa #4

Esta foi outro desafio! A camisa era de riscas mas as riscas eram azuis escuras. O padrão típico de uma camisa de homem que me fez pensar e repensar no melhor modelo de transformar esta camisa em algo que pudesse ser usado por uma menina, sem lhe retirar o encanto. Por isso acabei por me inspirar nos modelos tradicionais dos marinheiros e escolher fazer este conjunto de camisola e calças.

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O decote redondo dá-lhe toda a graça e o botão a rematar o decote torna esta camisola totalmente exclusiva e original! Um verdadeiramente luxo é ter roupa feita por medida e com botões feitos à mão e exclusivamente para estas peças! Vale ou não vale a pena?!

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Para as calças usei um algodão branco e fiz uma barra de riscas. Apliquei dois botões em cada perna.

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Ficou ou não um espanto?! Deixem o vosso comentário e partilhem comigo a vossa opinião!

[cryout-button-light url=”http://shop.meiasmarias.com/categoria-produto/botoes-buttons”]Podes encontrar os meus botões aqui[/cryout-button-light]

Como fazer um vestido de uma camisa #2

Uma das coisas que a N. me mandou na caixa com as camisas para aproveitar foi uma T-shirt do Milan. A N. foi simpática e não me pediu para aproveitar a camisola toda, mas para salvar os emblemas!

Tenho de vos confessar que esta foi dificil. Primeiro o material da T-shirt é intratável! Dificil de domar até ao infinito e até me fez sentir que estava de volta aos primeiros dias na máquina da costura da minha avó! Não conseguia que a máquina cosesse isto nem por nada. Em segundo lugar as cores deixaram-me muito preocupada com o corte certo, porque se trata de uma menina pequena e as cores são muito escuras e o preto é dominante.

Tinha presente que tinha de manter os emblemas e aligeirar o corte, por isso pensei em qualquer coisa mais do género vestido de praia e o modelo com o colarinho em trança de 5 cordas pareceu-me a melhor solução. Já nem me lembro da ultima vez que fiz uma trança com 5 fios!

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Este não é o material mais feliz para este modelo de vestido, na verdade só deve servir mesmo para desporto. Mas gostei do modelo e gostei de o ver vestido na minha Teresa, e acho que resultou mesmo não sendo um dos tecidos mais bonitos que trabalhei.

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É que gostei tanto do modelo que sou bem capaz de fazer mais uns quantos para elas e para mim! Já nos estou a ver passear pela praia com vestidinhos iguais! Que lugar comum!

Como fazer um vestido de uma camisa #1

Foi um pedido diferente e original, e claro que não podia recusar. Gosto muito de fazer coisas com materiais novinhos em folha mas também gosto muito de repensar outras utilizações para coisas que, aparentemente já não têm grande uso.

Hà umas semanas recebi um mail da N. que me perguntava se eu conseguia transformar camisas do genro em roupa para a neta, pouco mais pequenina que a minha Teresa. Lá chegou a caixa das camisas a minha casa e o caldeirão das ideias começou a fervilhar!

O primeiro vestido vi-o assim que olhei para o tecido da camisa! Pensei logo num Pillowcase dress! Para além de fácil de fazer permitia-me manter a camisa quase inteira.

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Deixei ficar a parte da frente com as casas dos botões, embora tenha fechado a frente. Substitui os botões da camisa pelos meus botões (podes encontrá-los na Loja). Para quem começava a questionar porque raio é que eu me tinha dedicado aos botões, ficam aqui a ver uma das muitas utilizações que os meus lindos botões podem ter nas minhas criações. E na verdade estes botões neste vestido fazem toda a diferença. Um pormenor tão simples que muda por inteiro o vestido.

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Por fim as alças do vestido são duas fitas vermelhas de cetim que fazem um laço que fica amoroso nas pequeninas! Ainda pensei em algo mais elaborado mas, já sabem como sou, optei pelo mais simples e resultou, como sempre resulta!

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Este é o primeiro vestido a ficar pronto e resultou muito bem a transformação de camisa do pai a vestido da filha.

E vocês? Que uso dão a camisas que já não servem para o pai vestir? Deixem o vosso comentário que eu vou adorar saber!

E se quiseres uns botões especiais podes carregar no botão aqui em baixo e ver o que tenho na Loja.

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Como fazer uma mochila #1

A Teresa foi para a escola no final de Março, e eu quis mesmo fazer-lhe uma mochila onde ela pudesse levar as fraldas e a muda da roupa. Ela é vaidosa e reage sempre muito bem às coisas que lhe faço, apega-se a elas, agarra-as e não as larga e por isso achei que ela ia gostar de uma mochila só para ela.

O tecido de fora é bombazine vermelha e o bolso exterior é também bombazine mas branca. Quis fazer um boneco e escolhi um cogumelo, só mesmo porque gosto e acho que têm um ar simpático e doce. Foi com esta mochila que comecei a fazer os botões de fimo que por aqui tenho mostrado, porque precisava de umas flores e, divagando acabei também por fazer estas primeiras borboletas, que serviram de inspiração para outras!

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Apliquei também as letras do nome dela no espaço que sobrou da mochila. Não sou muito de ter nomes nas coisas mas foi uma maneira simpática de reduzir o contraste entre o vermelho de cima e o branco do bolso.

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O interior da mochila tem o mesmo tecido da cabeça do cogumelo. As pintas ou os polka dots (soa melhor!) dão sempre um toque especial, e usados com moderação podem mesmo fazer a diferença num trabalho. Fiz também um bolso no interior a pensar no creme da muda.

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O fecho é plástico com dentes largos para dar resistência e sobreviver nas mãos da pequena “infanta”. Os contornes da mochila são realçados com vivo de pijama e as alças são ajustáveis em altura.

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Ficou perfeita! Ou quase porque a dimensionei para o tamanho real da Teresa e não para o tamanho das necessidades de tralha da Teresa! Acabou por se mostrar demasiado pequena para levar para a escola mas perfeita para pequenas coisas ou brinquedos.

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Refiz então o molde para fazer uma mochila que fosse maior. Queria muito experimentar o pelo de ovelha aplicado e gostei do resultado. Deixei as orelhas a 3D o que lhe confere um ar patusco. Como na anterior, o motivo está aplicado no bolso exterior, e para além da ovelha tem também umas flores amarelas, e uma fita com um picot de renda, para simular a relva.

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O tecido de fora é uma ganga com mescla, fica meio parecida com uma fazenda azulona. É gira e como tem na trama uns filamentos amarelos, coordenei o tecido com fecho, precintas e vivo de pijama amarelos.

É bem mais larga do que a mochila inicial e também mais alta. Parece-se mais com uma mochila de escola primária do que de creche e duvido que ela conseguisse trazê-la cheia às costas. Mas também sou eu que levo a mochila por isso o que interessa é que caiba tudo o que é necessário levar.

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As alças também são ajustáveis e tem uma pega em cima, para facilitar o transporte e para ficar pendurada no cabide.

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O forro deixou-me um bocado indecisa, mas optei por este tecido do IKEA com corações de muitas cores, entre elas o amarelo. Não é o meu padrão preferido mas até que resulta em trabalho pequenos. Tem na mesma o bolso interior.

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Agora parece que acertei na formula para a mochila. E o melhor é que a Teresa adorou a ovelha.

E tu? Queres ver nascer uma mochila das tuas mãos? Tens aqui o meu modelo desta mochila e todos os passos, foto a foto para te ajudar a trazer ao mundo a tua mochila!

Ver Modelo

Aprender a Ler

Aqui à tempos comprei a cartilha maternal João de Deus, já revista com o novo acordo ortográfico. Pensei que a Mafalda havia de querer aprender a ler antes de chegar à escola primária. Não conhecesse eu bem a peça e corria o risco de me ter enganado, mas a verdade é que desde que aprendeu a escrever o nome dela anda interessadíssima nas letras, em escrever e em ler.

Na escola a educadora desaconselhou, diz que pode dificultar a aprendizagem durante a escola primária. Por um lado concordo porque se já aprenderam o que lhes estão a ensinar a motivação pode diminuir, mas por outro lado, se esles mostram interesse e potencial para aprenderem antes, impedi-los é retardar a aprendizagem.

Ontem, depois de muitos dias de insistência começamos na primeira página da cartilha.

As vogais. Ela conhece as letras maiúsculas e não as minusculas, por isso foi dificil para ela reconhecer cada um dos caracteres, mas vencido esse obstáculo lá conseguiu identificar o “a e i o u”.

Passamos então à fase seguinte. Mafalda repete “a-i” juntos e depressa até reconhecer o som… Após muitas tentativas e com muita ajuda da mãe lá percebeu que “a-i” juntos lê-se “ai”.

O mesmo para o “u-i”. Dizer depressa e juntos até soar a qualquer coisa. Com muita dificuldade chegamos ao “ui”.

O “eu” e o “ia” foram menos trabalhados porque ela não estava assim muito segura.

Ao fim de um tempo tentei que ela olhasse para as letras e reconhecesse a fonética delas e quando lhe perguntei como se lia o “a-i” ela respondeu-me serenamente: “dói-me”.

Tentei não me rir, juro que tentei… Mas foi brilhante. O esforço dela por associar o som a palavras complexas é bestial e a mente dela estava a funcionar por sinónimos! Ainda assim foi-me tão difícil manter a concentração e a postura… só me apetecia rir à gargalhada com este instantâneo dela! O problema é que se ela percebe que tem graça repete-o até ao infinito e isso condiciona a aprendizagem.

Ainda bem que não fui para o ensino…

Tutorial Corrente de Chucha

No ultimo mês a Teresa partiu pelo menos 3 correntes de chucha. O pai, mal habituado a esta mãe que arranja sempre forma de ir concertando as coisas, perguntou-me logo se não dava para arranjar.

Compradas as molas foi por as mãos à obra mas só o tempo suficiente para perceber que o que me apetecia mesmo fazer era tudo do principio em vez de concertar o que estava estragado.

Vai daí e fiz um primeiro teste improvisado com a amarela, que ficou pequenina. A que na foto tem a chucha foi uma segunda tentativa mas num conceito diferente que gostei tanto, mas tanto, que refiz na laranja.

A pequena ficou radiante! É vaidosa ela! E o projecto é tão simples de fazer que as três correntes nasceram em menos de uma hora e com a Teresa por perto!

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Queres um tutorial de corrente de chucha para te ajudar a fazer correntes de chucha para os teus bebés?

[cryout-button-light url=”http://meiasmarias.com/documents/MeiasMariasTutorialCorrentedeChucha.pdf”]O tutorial está aqui![/cryout-button-light]

 

Profissão Costureira

Na escola da Mafalda aprendem-se as profissões. Na escola da Mafalda há uma Mafalda que tem uma mãe que faz muitas coisas e uma delas é coser. Na escola da Mafalda há duas educadoras que acharam que a mãe da Mafalda podia ser costureira por um dia e mostrar aos amigos das salas dos 4 anos como é esta profissão.

Entre olhares fascinados, intervenções brilhantes e muita impaciência nasceram 37 almofadas com a inicial de cada criança. Cada um deles teve a oportunidade de coser na minha máquina a sua letra. Eu e as educadoras fizemos o resto porque de outra forma os meninos não conseguiam levar para casa a almofada já pronta. Portaram-se todos muito bem, é claro que uns tinham mais jeito do que outros, também havia uns que não descolavam os olhos da máquina enquanto cosiam outros eram mais distraidos e de vez enquando esqueciam-se do que estavam a fazer. Mas todos eles ficaram radiantes com as suas almofadas. Engraçado foi ver os rapazes super empolgados a coser, já as meninas foram mais contidas mas igualmente participativas.

Esta é a almofada da Mafalda, tecidos escolhidos por ela, cor da letra e da linha também escolhidas por ela.

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Alguém viu o meu bebé?

Eu tinha um bebé… Juro que tinha um bebé… Mas hoje de manhã olhei à minha volta e o bebé já cá não está…

Hoje de manhã olhei à minha volta e o que vi foi isto:

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Isto:

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Isto:

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E mais isto:

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E foi aí que a realidade me venceu… O meu bebé cresceu… e hoje foi pela primeira vez para a escola… Mas há qualquer coisa de familiar nisto… Esperem… Oh pá… já sei o que é! Eu tive outro bebé antes deste, que também cresceu assim, depressa de mais, e que um dia também foi para a escola…

O que raio é que se passa com os meus bebés que crescem assim tão depressa e saem assim do meu colo, sem eu dar por nada, sem eu me aperceber, sem eu me poder preparar?

Das duas umas: ou estou a ficar mesmo velha ou então está na altura de começar a pensar em mais bebés… isto de não se ter bebés por perto não pode ser…

Casa de Bonecas

Bem vindos à casa das Bonecas! Esta é a uma das atividades do livro de atividades que estou a conceber. É uma casa  de Bonecas pequenina e cheia de potencial para muitas horas de brincadeira! É adaptável a várias idades e as peças pequenas podem ficar cuidadosamente guardadas no bolsinho próprio até não correrem o risco de serem engolidas! Nas primeiras idades permite às crianças reconhecerem os espaços da casa e identificarem as divisões e as rotinas que se cumprem em cada uma delas, bem como o mobiliário simples e a sua utilidade. Numa idade mais criativa podem brincar com esta simpática família e organizar a casa como bem entenderem!

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casa de bonecas em feltro

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A Maria mais pequena ficou em projecto porque a casa é uma alegre casinha e não tinha espaço para mais. Mas em compensação temos o Manuel Maria, pai desta familia!