Almofada Térmica de Sementes

O conceito não é novo, mas um pedido muito especial duma avó de primeiras águas, pôs-me a fazer almofadas de sementes. Para que serve uma almofada térmica de sementes? Para quase tudo, ora vê:

As almofadas térmicas podem ser usadas em termoterapia (calor) ou crioterapia (frio) para o alívio da dor, não constituindo por si uma forma de cura. Em alternativa as almofadas térmicas podem ser usadas simplesmente como aquece pés ou aquece camas nos dias frios de inverno, em substituição dos tradicionais (e perigosos) sacos de água quente.

A utilização da termoterapia da está recomendada para: espasmos musculares, dor lombar ou cervical, reumatismo e dor óssea, osteoartrite e artrite. A crioterapia está recomendada para: contusões, entorses, pés inchados, febre, dores de cabeça e enxaquecas.

Como é que se usam?

A Quente – Aquecer no microondas: Colocar a almofada e um copo com água e aquecer na potência máxima em intervalos de 15 a 30 segundos, até atingir a temperatura desejada. Verificar a temperatura da almofada antes de aplicar na zona de contacto para evitar queimaduras.

A Frio – Envolver a almofada num saco de plástico e levar ao congelador durante 2 horas. Aplicar na zona de contacto.

As almofadas térmicas são muito úteis no alivio das cólicas dos bebés e nas pequenas contusões das crianças. Sempre que usares uma almofada térmica a quente verifica a temperatura antes de aplicar a almofada na pele do bebé ou da criança!

É ou não é um presente ideal? E podes fazê-las pequeninas como estas que fiz (para bebé) ou com o tamanho que te parecer mais funcional!

Materiais:

– pano cru ou algodão branco

– algodão estampado ao teu gosto

– sementes de linhaça

– flores de camomila, sementes de alfazema, ou outros cheiros (opcional)

Para começar define qual é o tamanho da tua almofada. Eu fiz umas almofadas quadradas com cerca de 13cmx13cm. A almofada é constituída por duas partes: a almofada e a fronha.

A almofada deve ter menos 1 cm do que a fronha.

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Para fazeres a almofada só tens de coser as duas partes deixando um bocadinho aberto para virar do direito e encher com as sementes.

A mistura das sementes com os cheiros é feita na proporção de 2 volumes de sementes para um volume de cheiros. Mas usar o cheiro é opcional.

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Depois de encheres a almofada de dentro cose a almofada.

Para fazer a fronha vais precisar de um tecido estampado ao teu gosto. O esquema que eu usei para fazer a minha fronha é este:

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No fundo é um envelope com os extremos em bainha. Começa por cortar um rectângulo com o comprimento necessário ao tamanho da tua almofada. No meu caso a largura é 13cm e o comprimento é 37,5cm.

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Com a ajuda do ferro vinca as dobras e as bainhas. Cose-as.

Dobra a tua fronha de forma a poderes cosê-la lateralmente. Sobrepõe os dois lados de forma ao que ao virares a fronha para o direito a esta fique direita! Cose e remata as pontas soltas!

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Depois de cosida a fronha podes guardar a almofada no seu interior. É tão simples quanto isto. E podes fazê-las nos tamanhos que quiseres e com os padrões que mais gostares.

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Também estão disponíveis na loja!

Aqui!

Como entreter crianças no campo

Fomos ao campo com uma missão: desenhar monstros assustadores para afastar os bichos maus das árvores do quintal dos avós!

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Fomos pela serra e pela mata apanhar pedras, e enquanto procurávamos e escolhíamos as que davam melhores monstros, passeamos e conversámos e vimos plantas e insectos.

Com muitas pedras à disposição pintá-las foi trabalho para vários dias, em função da vontade e da criatividade do momento.

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Até o pai ajudou e a Sofia fez companhia!

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Depois de pintadas, as pedras foram usadas para fazer um canteiro no quintal dos avós.

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E ainda lá ficaram muitas pedras para pintar!

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Esta atividade é perfeita para estes dias quentes, não envolve grandes materiais e pode ser executada de forma quase autónoma pelas crianças. Ocupa-lhes bastante o tempo e é uma boa forma de ocupar as horas mortas do dia, especialmente enquanto os mais pequenos fazem a sesta ou enquanto esperam pelo almoço ou pelo jantar. Também tem outro aspecto bom que é estimular o gosto por caminhar no campo e nos matos, olhar a natureza e aprendê-la em contexto de brincadeira. E o melhor de tudo é que é uma atividade que se prolonga no tempo, elas têm sempre vontade de pintar por isso todos os dias apanhavam e pintavam pedras. Sabes como é: crianças felizes = adultos descansados!

Se fazes férias de praia podes aproveitar as pedras do mar, algumas são bastante interessantes para desenhar monstros ou animais que podes transformar em pisa papéis para ofereceres no Natal ou construir um pequeno jardim de fadas com as pedras mais pequeninas.

Deveríamos ter usado tintas acrílicas para pintar as pedras, mas foi de improviso e por isso não havia onde as comprar. Compramos digitintas da Jovi, daquelas que são semelhantes a guache e laváveis com água. Para as fazer agarrar à pedra misturámos com cola branca numa razão de 2 partes de tinta para 1 parte de cola. Depois de secas deveriam ter levado mais uma camada de cola branca para fixar ou, até mesmo verniz. Não tivemos tempo para isso por isso se a água lavar as pedras da próxima vez vamos ter de pintá-las outras vez! Mas acho que elas não se vão importar e tenho a certeza que até a Sofia vai querer ajudar!

A parte boa é que não ficou uma única mancha de tinta na roupa!

Sabem-me tão bem estes dias de sol e calor… Já sabe a verão!

Furar as Orelhas a Crianças

Ora aqui está um tema pouco consensual para variar. Hoje escrevo sobre orelhas e brincos, embora claro, não vá escrever nada que não tenho sido escrito já por alguém.

Como mulheres chegamos sempre aquele momento das nossas vidas em que queremos furar as orelhas e ter brincos para todas as ocasiões possíveis e imaginárias. Eu furei as minhas orelhas já estava na escola primária e foi iniciativa minha. Lembro-me de pedinchar e pedinchar à minha mãe até ela ceder. Lembro-me do lugar e do dia e da forma como me senti feliz e especial ostentando um par de brincos, que por sinal não era nada de especial.

E lembro-me que os dias que se seguiram foram horríveis, porque a minha mãe me limpava as orelhas com álcool e aquilo ardia, os brincos colavam-se às orelhas e descolar aquilo era um sufoco. Porém absolutamente necessário para poder, de futuro usar uma vasta colecção de brincos.

Por ter sido por minha vontade que furei as minhas orelhas, nunca me ocorreu fazê-lo de outra forma com as minhas filhas. Até porque tive uma amiga que nunca furou as orelhas por considerar um ritual bárbaro, e isso fez-me pensar.

Sempre achei que furar as orelhas deveria ser uma opção delas. E tenho-me mantido fiel ao meu principio.

A Mafalda tinha pouco mais de 3 anos quando começou a pedir para furar as orelhas, e claro que não acedi logo assim que ela começou a pedir. Fui medindo a insistência para determinar o grau de vontade. E por altura da Páscoa lá fomos furar as orelhas.

Com a Teresa passou-se o mesmo. Engraçado é que tiveram as duas o mesmo timming, à mesma idade que a Mafalda tinha, a Teresa começou a pedir para furar as orelhas. E eu fui medindo até onde ela insistia par ver se estava ou não determinada a isso.

Até que o dia chegou.

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A experiência foi um pouco diferente da da Mafalda. A Mafalda furou as orelhas numa ourivesaria mas agora não vivemos ao pé de nenhuma e as que eu conhecia fecharam. As que procurei já não furam orelhas. Li que as farmácias e para-farmácias também faziam furação de orelhas mas nas proximidades da nossa casa parece que ninguém quer fazer isto. Por isso foi difícil até ter tropeçado na Claire’s, onde vou com alguma frequência comprar coisas para as miúdas. Apesar do catrapázio enorme na montra e das minhas frequentes visitas não retive o essencial da informação pelo que levei algum tempo até chegar a ela.

O que interessa é partilhar a experiência e esta, digo-vos honestamente, não podia ter corrido melhor. A começar nas regras de higiene que são exemplares: mãos desinfectadas com alcool à nossa frente, luvas descartáveis de látex postas à nossa frente, equipamento desinfectado à nossa frente, orelhas desinfectadas com alcool à nossa frente, e claro os kit’s dos brincos que vêm estéreis. Com a Mafalda não foi assim e talvez por isso as orelhas tenham sempre infectado e os brincos colado à orelha e tenha sido sempre terrível tratar e limpar as orelhas depois de furadas.

Depois há todo um protocolo que seguem onde explicam o que se deve e não deve fazer, e há um termo de responsabilidade que se assina depois de lido e de ouvir todas as explicações de quem faz a furação. Nesse documento fica o número do kit dos brincos que foi usado no caso de haver algum problema. Foi assim que percebi que com a Mafalda fiz asneira! Passo a explicar: a Mafalda furou uma das orelhas 3 vezes. Da primeira vez perdeu o brinco na natação, da segunda vez eu, com medo que ela o perdesse, apertei-o mais perto da orelha, para não fugir, o que, sei agora, foi asneira. O brinco ficou apertado e não deixou espaço para a orelha inchar (no processo natural de sarar) e por isso acabou por ficar a parte de trás do brinco cravada no lóbulo da orelha. Posto isto tive de tirar o brinco para tratar a ferida que ficou. Esta foi a 3ª vez, esperemos que a última! E se não me tivessem explicado isto a minha tendência era voltar a apertar os brincos para não cairem!

Há ainda a diferença principal, que é muito, mas mesmo muito relevante quando se é criança! É que na Claire’s as orelhas das crianças são furadas em simultâneo, ou seja há duas pessoas a furar as orelhas logo a dor é só uma. A parte difícil de furar as orelhas às crianças é convencê-las a aceitarem passar outra vez pelo mesmo processo depois de terem a memória viva e fresca do susto e da dor de furar a primeira orelha! Assim é muito melhor e mais rápido. Com a Mafalda foi difícil convencê-la da primeira vez, e ela não é nada maricas com a dor, mas ainda assim julguei que saia da ourivesaria só com uma orelha furada. Foi mesmo muito difícil convencê-la a furar a segunda por isso um lugar onde furam as orelhas em simultâneo é um descanso!

E o serviço inclui também um frasco de líquido de limpeza para tratar a orelha em casa, o que é óptimo. A verdade é que nem as orelhas da Mafalda infectaram desta vez. Perfeitas, perfeitas!

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Mas é claro que não há bela sem senão! É que não é barato. Nada barato. O serviço de furar as orelhas é grátis os brincos ou piercings (como eles lhe chamam) é que não são. Os brincos são comprados em separado e vão desde os 14,90€ (cada brinco) até aos 40€ (cada brinco). Mas vá que o serviço justifica o preço se não escolherem os brincos mais caros. E é rápido e elas esquecem depressa a dor e ainda trazes para casa o liquido para tratar as orelhas, por isso é até muito bom. E o melhor de tudo é não haver complicações depois, nada de orelhas infectadas nem fitas para as tratar.

E outra coisa que eu acho que não deves fazer é mentir às crianças (que moralista que eu sou!). É que furar as orelhas dói, dói mesmo. Não vale a pena tentares convencê-las do contrário porque só as vais desiludir e fazê-las sentirem-se confusas por sentirem dor quando a mãe disse que não doía. Tanto com a Mafalda como agora com a Teresa, o processo de decisão delas foi sempre baseado no principio de que furar as orelhas faz doer e muito. Mas que a dor passa rápido, logo logo a seguir, e por isso não faz mal chorar um bocadinho, porque dói de verdade. E foram também mentalizadas de que teriam de furar as duas orelhas, ou seja depois da primeira teriam de deixar furar a segunda, o que não foi preciso com a Teresa, mas foi o que resultou com a Mafalda porque se não fosse isso acho que tínhamos vindo só com uma orelha furada!

E se no fim houver um prémio de bom comportamento ainda melhor! A Teresa portou-se tão bem (só choramingou, nem lágrimas houve) que teve direito a andar no carro do Nodi!

Ideias para a Páscoa

Este ano não me apeteceu a Páscoa. Se não fosse pelas miúdas acho que tinha passado ao lado, mas a Mafalda insistiu em fazer prendas para a família e pouco a pouco lá me fui enchendo de vontade.

Depois de um longo período de indecisão sobre o que fazer elas acabaram por escolher um jogo de damas. Muito simples de fazer e rápido, e quase sem intervenção minha.

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Para o tabuleiro usamos pano cru, e os quadrados foram feitos com fita cola. Fiz de duas maneiras e acho que o trabalho que dá é o mesmo. A primeira maneira consiste em fazer uma grelha com a fita cola, usamos quadrados com quase 5 cm (a largura da Fita cola), depois pintar e deixar secar, retirar a fita cola e colar novamente por cima das quadriculas já pintadas para pintar o que falta da grelha. Este método obriga a fazer a pintura em duas vezes o que pode ser bom se for uma só criança a fazer para não se aborrecer tão depressa.

Na segunda maneira cola-se logo a fita cola toda no pano (7 linhas de fita cola) e com uma régua e um X-ato corta-se a fita cola em colunas perpendiculares e com a mesma largura. Nesta versão a mãe tem mais trabalho imediato porque tem que retirar quadrado sim quadrado não de fita cola para construir a grelha. Mas tem a grande vantagem de que o tabuleiro fica logo pronto a pintar e depois de seco é só tirar a fita que sobra e cortar a margem. Eu usei uma tesoura em zig-zag para não desfiar, mas podes usar cola branca, já que também a vais usar para as peças.

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Fizemos 4 jogos de damas e elas foram inteiramente responsáveis pela escolha das cores. Os tabuleiros são feitos com 7 colunas e 7 linhas.

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As peças podem ser feitas de muitas maneiras usando materiais que tens por casa. Desde as famosas cápsulas metálicas do café (as plásticas não dão para espalmar!), a rolhas cortadas em rodelas, a tampas de garrafas e garrafões plásticos, caricas… Nós usamos feltro e botões velhos e colamos os botões no feltro com cola branca. Cada jogador tem 12 peças, no total o jogo tem 24 peças de duas cores diferentes. Nós usamos cores diferentes nas peças mas escolhemos sempre botões brancos e botões azuis escuros ou pretos, para manter as peças brancas e pretas.

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Mas ainda faltava uma prenda que não quisemos que fosse o jogo de damas. E se achas que os desenhos das crianças não dão bons presentes estás muito enganada. Um desenho numa moldura ganha logo outro aspecto, e se mudares ligeiramente o material então fica ainda mais especial. Elas desenharam em pano cru, num rectângulo do tamanho da moldura que tinha destinado. Desenharam com canetas próprias para tecido da Giotto, que são fantásticas para estas coisas e que podes usar para outras actividades com elas.

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No fim do desenho pronto podes acrescentar outras decorações como botões, lantejoulas ou outras gracinhas, ou deixar tal como elas o fizeram e emoldurar. E ficas com uma prenda especial.

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As nossas prendas foram postas em cestinhos feitos com caixas de madeira pequenas (dos morangos que comprámos para o doce). Para além destas prendas os nossos cestos tinham ainda bolo de laranja, bolo de coco ou bolinhos de coco e limão, coelhinhos e ovos de chocolate e gomas que fizemos em casa.

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E desta vez foram elas que fizeram a minha Páscoa especial.

Nionoi @ Meias Marias

Hoje no Blog tenho o prazer de ter no Blog a Filipa do blog Nionoi.

Para quem não conhece, a Filipa é a referência nacional para quem quer aprender a tricotar em português. A Filipa ensina várias técnicas nos vídeos que publica semanalmente no blog e dá workshops presenciais em Lisboa.

Filipa, no teu blog partilhas dicas e truques de tricot. Quando começaste a tricotar? Lembraste do primeiro projeto de tricot que fizeste?

Comecei a tricotar à cerca de 4 anos. Apesar de ter começado a fazer crochet muito cedo, nunca gostei de tricotar porque a lã à volta do pescoço me incomodava imenso. Só quando aprendi a tricotar “no dedo” é que comecei a gostar de tricot e foi um instante até ficar absolutamente viciada. O meu primeiro projecto “a sério” foi um colete para a minha filha. Antes disso, fiz algumas mantinhas paras as bonecas da pequena onde fui treinando os pontos e a tensão na linha.

Assumes-te como tricotadeira ou para além do tricot há outras coisas que gostas de fazer?

Esta é difícil, porque sou absolutamente viciada em tricot, mas continuo a fazer crochet , a costurar e a divertir-me na cozinha. Sobretudo, adoro aprender coisas novas e sempre que vejo um projecto novo que me entusiasme faço, independentemente “da arte”.

És mãe. A tua filha é a tua inspiração para tricotar ou fazes com frequência projetos que não sejam para ela?

A minha filha é, sem dúvida, uma inspiração e comecei por tricotar para ela. Mas foi um instante até ter começado a tricotar para todas as amigas, irmãs, filhas das amigas, colegas da escolinha, etc…na verdade, só não tricoto para mim!

Qual foi o projeto que te deu mais prazer fazer? E porquê?

O que tenho nas agulhas agora mesmo! Este ano decidi que tinha de começar a tricotar para mim e inscrevi-me num “mistery knit along” da designer Ysolda Teague. Todo o desafio foi, e está a ser, giríssimo – vamos tricotando uma parte do xaile, sem conhecer o esquema e sem saber o que vem a seguir ou qual será o resultado final. Alem disso, o grau de dificuldade das técnicas foi aumentando (e eu adoro!) e temos um grupo de tricotadeiras fantástico para comentar todos os avanços. Estava habituada a experiencias de tricot bem mais solitárias e descobri que assim é bem mais divertido. Estou ansiosa por terminar e usar.

Se tivesses de eleger um projeto de tricot essencial para menina qual seria? E para menino?

Roupinha tricotadas, claro, e muitas! Para menina um vestido de trespasse, tipo cueiro (que dura imenso tempo até deixar de servir!)

E para menino, um conjunto de calça+casaco trespasse.

Tudo isto sem esquecer as botinhas de lã, claro!

Uma boa razão para as pessoas comprarem coisas feitas à mão é?

Existem imensas boas razões, mas destaco duas: o reconhecimento do trabalho e a qualidade.

Uma boa razão para as pessoas fazerem coisas à mão é?

Para mim a maior razão é o carinho, mas existem muitas mais, claro! Mas, não se pode comparar um casaco comprado numa qualquer loja (mesmo que na melhor!), com o casaco tricotado ao serão, pelas mãos da avó já enamorada pelo neto que vai nascer…

Uma coisa feita à mão que não pode faltar num enxoval de um bebé é?

Uma mantinha e botinhas de lã. Todos os bébés gostam de passar os primeiros dias “embrulhadinhos”, e uma manta feita à mão é como um abraço apertadinho, daqueles que nos aconchegam a alma. As botinhas de lã são ótimas para manter os pés quentinhos sem o incómodo dos sapatos.

Uma coisa que gostava de aprender a fazer é?

Ultimamente tenho muita vontade de bordar, gostava de aprender a bordar um bonito lenço de namorados. Mas, tenho sempre muito mais ideias que mãos!

Filipa, para terminar, e porque estamos a celebrar o aniversário do blog, gostava que partilhasses a tua receita de bolo preferido.

A Tarte de amêndoa da minha mãe

Ingredientes: Para a massa – 2ovos; 200gr manteiga temperatura ambiente; 200gr de açucar; 200gr de farinha com fermento; Leite q.b.; Para o creme: 50gr manteiga, 100gr açucar, 3 colheres de sopa de leite.

Bater os ovos inteiros com o açúcar e a manteiga até obter um creme esbranquiçado. Juntar a farinha e misturar. Se necessário, adicionar um pouco de leite para a massa ficar mais maleável. Levar ao forno aquecido, em forma untada e polvilhada, durante cerca de 20/30min (verificar a cozedura com um palito).

Entretanto preparar o creme: juntar num tachinho a manteiga, o açucar e o leite, e levar a lume brando até ficar cremoso.

Retirar a tarte do forno, espalhar a amêndoa por cima e cobrir com o creme de manteiga. Levar de novo ao forno até a amêndoa estar tostada.

Obrigada Filipa por teres deixado esta belíssima tarte em minha casa. Estava deliciosa! E claro, Obrigada por teres aceite o meu convite!

Saídos da Concha @ Meias Marias

Hoje tenho o enorme prazer de ter aqui no Blog uma cara que de certeza que é vossa conhecida!

A Constança Cabral, do blog Saídos da Concha, é uma referência e uma fonte de inspiração e aceitou o convite de responder à mini entrevista que preparei para assinalar o segundo aniversário deste blog.

Peguem na vossa chávena de chá e acompanhem-nos nesta pequena conversa…

Constança, assumes-te como costureira ou para além da costura há outras coisas que gostas de fazer?

Estou longe de ser costureira! Sou apenas uma curiosa. Gosto de ir experimentando coisas novas e depois ir tentando aperfeiçoar as minhas técnicas… mas não passo de uma auto-ditacta (não que isso seja algo negativo, claro). Interesso-me por costura, tricot, bordados, arranjos de flores, bolos, roupa infantil, jardinagem, literatura, decoração de interiores e muito mais. Já me iniciei em algumas destas áreas, noutras nem por isso. Mas sei que estarão sempre no meu horizonte.

Quando começaste a coser? Lembraste do primeiro projeto de costura que fizeste?

Comecei a coser no final de 2006. A primeira coisa que fiz foi um saquinho em chita para guardar os meus colares e brincos.

És mãe. O teu filho é a tua inspiração para costurar ou fazes com frequência projetos que não sejam para ele?

A lista de coisas que quero fazer para ele é enorme, mas parece que ainda só concretizei 1/10. Já fiz roupa, babetes, um pouf, cortinados, um ou outro brinquedo… mas quero fazer muito mais!

Qual foi o projeto que te deu mais prazer fazer? E porquê?

Uhm… não sei responder a isto. Alguns projectos são muito demorados (acolchoar um quilt à mão ou o mapa de Portugal que fiz em hexágonos) mas, como podem ser feitos ao serão enquanto vejo um filme, custam menos. E o resultado compensa!

Se tivesses de eleger um projeto de costura essencial para menino qual seria? E para menina?

Acho que um quilt é absolutamente essencial, seja para rapaz ou rapariga. Pode ser usado na cama, na sala, em passeio, como tapete de brincadeiras… e fica para a vida toda.

Uma boa razão para as pessoas comprarem coisas feitas à mão é?

Primeiro que tudo, a peça não é anónima: sabemos quem a fez. Depois, feito à mão é normalmente sinónimo de feito com tempo e qualidade. E originalidade!

Uma boa razão para as pessoas fazerem coisas à mão é?

Perceber como são feitas as coisas, aprender técnicas novas e ter muito orgulho no produto final.

Uma coisa feita à mão que não pode faltar num enxoval de um bebé é?

Um casaquinho tricotado em pura lã.

Uma coisa que gostava de aprender a fazer é?

Quero aprender a fazer moldes de costura.

Constança, para terminar, e porque estamos a celebrar o aniversário do blog, gostava que partilhasses a tua receita de bolo preferido.

O meu bolo preferido é, sem sombra de dúvida, o pão-de-ló!

Podem encontrar a receita do bolo da Constança aqui!

Obrigada Constança, foi um prazer poder contar contigo!

2 Anos de Meias Marias

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Há dois anos que escrevo neste blog e é altura de me conheceres um pouco melhor. Hoje quero partilhar contigo 22 coisas completamente aleatórias sobre mim, que não chegam para me definir, mas que fazem parte daquilo que sou.

1. O meu signo é Capricórnio e o meu ascendente é Balança o que faz de mim uma pessoa… que tem dias que roça o bipolar!

2. Sou gulosa. Não, sou a gulodice em pessoa, e tenho uma obsessão por gomas.

3. Gosto muito de dormir, embora raramente me deixem!

4. Desde que me lembro de mim que sempre quis ser… mãe, e de 5.

5. Aos 6 anos queria ser astronauta e logo depois veterinária.

6. Gosto de cães grandes, quanto maiores melhor.

7. Gosto muito de gatos mas a minha mente eclipsa-se ao fim de um tempo e só me apetece chateá-los!

8. Gosto muito de ler e leio muito depressa. Gosto tanto de ler que na agitação dos dias dou-me por feliz se ler uma história infantil antes de deitar as miúdas.

9. Há duas pessoas na minha vida a quem eu não preciso de dizer nada.

10. Sou uma pessoa muito direta e frontal, sem jeito para conversa de circunstância e por isso, hà quem me ache arrogante.

11. Custa-me… que algumas pessoas deixem de fazer parte da minha vida… mas os caminhos divergem e o que tem de ser tem de ser.

12. Acredito no Karma, acredito que pensamentos positivos geram acontecimentos positivos, e acredito que tudo o que fazemos retornará a nós, bom e mau.

13. Gosto de filmes de terror e sempre que fico em hotéis fico à espera de ver aparecer o Jack Nicholson esgroviado como no Shining.

14. Não sou fã de conduzir porque me obriga a ter a mente centrada na estrada e no que está à minha volta… e a minha mente está sempre noutro lado. Além do mais gosto de ver as vistas e a conduzir não posso.

15. O pior livro que li até hoje dá pelo nome de “O Buzio Mágico” e foi a única vez em que senti que o meu tempo tinha sido irremediavelmente perdido.

16. Sou mais produtiva de manhã. As minhas tardes passam demasiado depressa e, na maioria dos dias, é quando me ando a arrastar de sono.

17. Acredito que votar, mais do que um direito é um dever, e por isso nunca falhei uma eleição.

18. A coisa que mais me custou na maternidade foi habituar-me a ter companhia na casa de banho!

19. A minha comida preferida é lasanha. Sou tipo Garfield, podia comer lasanha a todas as refeições (e deitar-me a dormir no sofá a seguir) que era uma pessoa feliz.

20. Grande parte das más decisões que tomei na vida levaram-me a encontrar o que de melhor e mais precioso tenho agora, por isso acho que não as lamento.

21. Sou a mais nova de 3 irmãos e isso deu-me uma capacidade de argumentação bestial! O que me tem dado muito jeito, convenhamos!

22. A pior coisa que me podem fazer é… mentir. Prefiro de longe uma verdade dura e feia do que uma mentira. Para mim a mentira tem mesmo perna curta porque a verdade sempre me encontra.

E é isto! Estás surpreendida?

Tingir tecidos

Tenho estado numa cruzada. A Mafalda fez-me um pedido que envolve um fecho. Não é um fecho qualquer, é um fecho roxo. Mesmo roxo. O que ela quer é uma mochila com um fecho roxo. É o que dá andar à solta no conto da costura a mexer em tudo!

Precisava de escolher dois tecidos que tivessem algum roxo. O primeiro foi fácil, e de tão fácil que foi acabou por dificultar a escolha do segundo.

O meu ponto de partida foi esta popelina.

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Precisava de encontrar um tecido grosso, mais tipo ganga, sarja ou bombazine que ficasse bem neste tecido mas foi difícil, porque, parece que além de mim e da Mafalda (às vezes acho que é só para me fazer a vontade!) mais ninguém é fanático pelo roxo!

E vai daí, depois de muito pensar na solução para este problema lá me ocorreu a solução! Se não há à venda então faz-se! E lá fui eu à caixa das tintas Raposa, que estão sempre esquecidas, e vai de meter mãos à obra para tingir uma bombazine branca e transformá-la em bombazine Roxa.

O processo é mesmo muito fácil, e se o tecido for inicialmente claro, mais fácil é e mais rápido também. Tudo o que precisas fazer é dissolver uma parte da saqueta em água a ferver e juntar sal. A quantidade depende sempre do volume de tecido que se quer tingir. Até aqui tenho-me dado lindamente com este método e com estas tintas. É um processo que gera muita confusão e é preciso paciência para ir limpando os salpicos para não mancharem nada.

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Os tecidos são metidos no banho depois de bem molhados, para não ficarem manchados, e ficam por lá até terem a cor que se pretende. Convém ir mexendo bem as peças para evitar manchas e garantir que fica tingido de forma uniforme.

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Quando estiver com a cor certa tira-se e lava-se em água até o tecido deixar de perder a tinta.

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E foi num instante que cheguei ao roxo certo!

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E agora combina na perfeição!

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E já que estava com as mãos na tinta aproveitar para tingir um body de bebé e mudar-lhe o cor de rosa pálido para algo bem mais colorido! Mas este é outro projecto…

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