Molde Burda Style 06/2012 #3

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Variações em Azul. Estes em tamanho 98cm e 110cm.

O mesmo tipo de tecido mas num azul invulgar perfeito para conjugar com este tecido Amy Buttler, também já no stash à algum tempo, mas este já tinha sido usado para outras andanças.

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Neste usei um padrão floral normal e por ser o tamanho maior, aumentei significativamente a largura da barra do vestido.

Foi uma maratona de costura e deu para afinar a técnica de produção em série. Cortei todas as peças para todos os vestidos e fiz cada etapa nos 7 vestidos. Acho que ganhei mais tempo assim do que se tivesse feito um vestido de cada vez mas também corri o risco de me chatear de fazer a mesma coisa tantas vezes e deixar alguns dos vestidos por terminar com as peças cortadas.

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O que é que funciona melhor para ti? Fazer um projeto de cada vez ou juntar varias partes na mesma fase de exucução e fazê-las em paralelo? Partilha comigo na caixa de comentários.

Molde Burda Style 06/2012 #2

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 Os mais difíceis de fotografar! Este linho verde tem uma cor linda mas é impossível de fotografar. Com muita luz fica deslavado, com pouco luz perde a leveza e não consegui encontrar a luz certa para vos trazer a cor deste linho. 3 tamanhos diferentes: 110cm, 98cm, 86cm.

Está-se mesmo a ver que estes dois tão iguaizinhos são para as minhas meninas! Eu até não sou de as vestir igual, a sério que não, e tinha prometido a mim mesma que jamais vestiria duas filhas minhas de igual. E se dependesse só de mim garanto que não as vestia, porque me lembro de ter roupa igual à minha irmã e detestava a sensação de falta de mim, como se aquela igualdade do todo anulasse a individualidade das partes, mas também não devia ter 4 anos nessa altura! A verdade é que sempre que compro qualquer coisa para a Teresa a Mafalda pergunta-me porque não comprei igual para ela, e quando me ajudou a escolher os tecidos queria à viva força que eu fizesse os vestidos dela iguais aos da irmã. Negociação feita e concordámos com um vestido igual para as duas. E aqui está! O padrão floral foi escolha dela!

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Neste usei um tecido que comprei para fazer o meu primeiro quilt de bebé e é claro que o vestido foi para a menina que um dia recebeu esse quilt!

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Molde Burda Style 06/2012 #1

Os dois primeiros vestidos dos 7 que fiz. O tecido de fundo é um linho muito velho, tão velho que sobreviveu no tempo até chegar a mim, é ainda do tempo dos bisavós do meu marido e fazia parte dos tecidos que vendiam na loja de tecidos que tinham em Arraiolos. Passou por três gerações até chegar a elas e isso, só por si, chega para os tornar especiais.

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O tom de cor de rosa é característico daquele tempo e diferente do que agora vemos, não é rosa claro nem é rosa bebé. É mais uma mistura de salmão com rosa, mas é bonito apesar do toque antigo que tem. É incorpado mas simultaneamente leve.

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O molde que utilizei saiu na Burda de Junho e apaixonei-me por ele assim que o vi. Continuo a achar que os moldes da Burda são do mais complicadinho que há e por isso, não sei se a inventar ou se a simplificar, acabei por não fazer as coisas bem como estava indicado. Para além disso o molde começava no tamanho 104 e eu precisava de fazer, para além de um vestido 104 e dois 110, mais dois vestidos em tamanho 98 e dois vestidos em tamanho 86, o que me obrigou a alterar os moldes para tamanhos bem mais pequenos. Nem tudo correu bem no papel, mas felizmente que apesar do corte das peças não ter ficado correcto, foi possível corrigir tudo no tecido à medida que o ia cosendo.

Os tecidos que usei no decote e na barra do vestido vieram os dois dos Estados Unidos ao mesmo tempo e já estavam à espera de uso à pelo menos dois anos, mas até parece que foram feitos de propósito para este pano.

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Em termos gerais o molde é de fácil execução embora, se fosse eu a escrevê-lo, mudaria alguns passos que são completamente desnecessários. Não sei se lá estão por ser essa a maneira “certa” de fazer as coisas ou porque alguém ligou o complicometro mas os meus vestidos estão feitos com menos esforço e creio que melhores acabamentos.
E vocês? Com que moldes preferem ou costumam trabalhar? Partilhem a vossa experiência na caixa de comentários.

Dia da Espiga

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Este ano celebrámos mais tarde. Sempre me lembro da minha avó arranjar o raminho da espiga e de o guardar o ano todo pendurado na chaminé da cozinha, para que nada faltasse em casa. É uma tradição que mantive mais pela graça do ritual do que pela superstição que ele contém. É bom passear pelos campos com as miúdas e apanhar flores, é bom olhar para a parede da cozinha e ver o raminho lá pendurado e recordar os bons momentos que passamos juntas.

Para o ano voltamos a renovar o raminho e a percorrer os campos a apanhar flores!

Depois de um projeto…

Tem sido uma dura cruzada mas começo a estar habituada. Não é fácil gerir tempo para projectos e costura com duas filhas pequenas, uma casa e um marido. Deve ser por isso que ando muito relutante com a ideia de arranjar um animal de estimação!

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O meu pequeno estúdio está preparado também para elas, e muitas vezes enquanto coso, elas brincam por ali. A Mafalda pede-me restos de tecidos e lãs que vai cortando e colando enquanto brinca ao faz de conta que sou a professora, outras vezes pede-me os panos inteiros e enrola-se neles e inventa vestidos de bruxas e princesas, às vezes até mesmo de noiva. A Teresa gosta mais das 5 prateleiras de livros delas que minuciosamente transfere para o chão, livro por livro, até não haver mais livros nas prateleiras, ou então tira os carros de linhas dos suportes e põe tudo no chão até haver uma confusão de linhas e livros incontornável! Quando se farta vem para o meu colo e cose comigo.

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O bom disto é que nos conseguimos envolver as três numa brincadeira em que todas participamos e nos intervalos a costura vai aparecendo feita. Lembra-me os tempos em que a criança era eu e o adulto sentado à maquina era a minha avó.

Como fazer um vestido de uma camisa #4

Esta foi outro desafio! A camisa era de riscas mas as riscas eram azuis escuras. O padrão típico de uma camisa de homem que me fez pensar e repensar no melhor modelo de transformar esta camisa em algo que pudesse ser usado por uma menina, sem lhe retirar o encanto. Por isso acabei por me inspirar nos modelos tradicionais dos marinheiros e escolher fazer este conjunto de camisola e calças.

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O decote redondo dá-lhe toda a graça e o botão a rematar o decote torna esta camisola totalmente exclusiva e original! Um verdadeiramente luxo é ter roupa feita por medida e com botões feitos à mão e exclusivamente para estas peças! Vale ou não vale a pena?!

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Para as calças usei um algodão branco e fiz uma barra de riscas. Apliquei dois botões em cada perna.

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Ficou ou não um espanto?! Deixem o vosso comentário e partilhem comigo a vossa opinião!

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Como fazer um vestido de uma camisa #2

Uma das coisas que a N. me mandou na caixa com as camisas para aproveitar foi uma T-shirt do Milan. A N. foi simpática e não me pediu para aproveitar a camisola toda, mas para salvar os emblemas!

Tenho de vos confessar que esta foi dificil. Primeiro o material da T-shirt é intratável! Dificil de domar até ao infinito e até me fez sentir que estava de volta aos primeiros dias na máquina da costura da minha avó! Não conseguia que a máquina cosesse isto nem por nada. Em segundo lugar as cores deixaram-me muito preocupada com o corte certo, porque se trata de uma menina pequena e as cores são muito escuras e o preto é dominante.

Tinha presente que tinha de manter os emblemas e aligeirar o corte, por isso pensei em qualquer coisa mais do género vestido de praia e o modelo com o colarinho em trança de 5 cordas pareceu-me a melhor solução. Já nem me lembro da ultima vez que fiz uma trança com 5 fios!

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Este não é o material mais feliz para este modelo de vestido, na verdade só deve servir mesmo para desporto. Mas gostei do modelo e gostei de o ver vestido na minha Teresa, e acho que resultou mesmo não sendo um dos tecidos mais bonitos que trabalhei.

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É que gostei tanto do modelo que sou bem capaz de fazer mais uns quantos para elas e para mim! Já nos estou a ver passear pela praia com vestidinhos iguais! Que lugar comum!

Como fazer um vestido de uma camisa #1

Foi um pedido diferente e original, e claro que não podia recusar. Gosto muito de fazer coisas com materiais novinhos em folha mas também gosto muito de repensar outras utilizações para coisas que, aparentemente já não têm grande uso.

Hà umas semanas recebi um mail da N. que me perguntava se eu conseguia transformar camisas do genro em roupa para a neta, pouco mais pequenina que a minha Teresa. Lá chegou a caixa das camisas a minha casa e o caldeirão das ideias começou a fervilhar!

O primeiro vestido vi-o assim que olhei para o tecido da camisa! Pensei logo num Pillowcase dress! Para além de fácil de fazer permitia-me manter a camisa quase inteira.

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Deixei ficar a parte da frente com as casas dos botões, embora tenha fechado a frente. Substitui os botões da camisa pelos meus botões (podes encontrá-los na Loja). Para quem começava a questionar porque raio é que eu me tinha dedicado aos botões, ficam aqui a ver uma das muitas utilizações que os meus lindos botões podem ter nas minhas criações. E na verdade estes botões neste vestido fazem toda a diferença. Um pormenor tão simples que muda por inteiro o vestido.

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Por fim as alças do vestido são duas fitas vermelhas de cetim que fazem um laço que fica amoroso nas pequeninas! Ainda pensei em algo mais elaborado mas, já sabem como sou, optei pelo mais simples e resultou, como sempre resulta!

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Este é o primeiro vestido a ficar pronto e resultou muito bem a transformação de camisa do pai a vestido da filha.

E vocês? Que uso dão a camisas que já não servem para o pai vestir? Deixem o vosso comentário que eu vou adorar saber!

E se quiseres uns botões especiais podes carregar no botão aqui em baixo e ver o que tenho na Loja.

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Como fazer uma mochila #1

A Teresa foi para a escola no final de Março, e eu quis mesmo fazer-lhe uma mochila onde ela pudesse levar as fraldas e a muda da roupa. Ela é vaidosa e reage sempre muito bem às coisas que lhe faço, apega-se a elas, agarra-as e não as larga e por isso achei que ela ia gostar de uma mochila só para ela.

O tecido de fora é bombazine vermelha e o bolso exterior é também bombazine mas branca. Quis fazer um boneco e escolhi um cogumelo, só mesmo porque gosto e acho que têm um ar simpático e doce. Foi com esta mochila que comecei a fazer os botões de fimo que por aqui tenho mostrado, porque precisava de umas flores e, divagando acabei também por fazer estas primeiras borboletas, que serviram de inspiração para outras!

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Apliquei também as letras do nome dela no espaço que sobrou da mochila. Não sou muito de ter nomes nas coisas mas foi uma maneira simpática de reduzir o contraste entre o vermelho de cima e o branco do bolso.

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O interior da mochila tem o mesmo tecido da cabeça do cogumelo. As pintas ou os polka dots (soa melhor!) dão sempre um toque especial, e usados com moderação podem mesmo fazer a diferença num trabalho. Fiz também um bolso no interior a pensar no creme da muda.

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O fecho é plástico com dentes largos para dar resistência e sobreviver nas mãos da pequena “infanta”. Os contornes da mochila são realçados com vivo de pijama e as alças são ajustáveis em altura.

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Ficou perfeita! Ou quase porque a dimensionei para o tamanho real da Teresa e não para o tamanho das necessidades de tralha da Teresa! Acabou por se mostrar demasiado pequena para levar para a escola mas perfeita para pequenas coisas ou brinquedos.

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Refiz então o molde para fazer uma mochila que fosse maior. Queria muito experimentar o pelo de ovelha aplicado e gostei do resultado. Deixei as orelhas a 3D o que lhe confere um ar patusco. Como na anterior, o motivo está aplicado no bolso exterior, e para além da ovelha tem também umas flores amarelas, e uma fita com um picot de renda, para simular a relva.

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O tecido de fora é uma ganga com mescla, fica meio parecida com uma fazenda azulona. É gira e como tem na trama uns filamentos amarelos, coordenei o tecido com fecho, precintas e vivo de pijama amarelos.

É bem mais larga do que a mochila inicial e também mais alta. Parece-se mais com uma mochila de escola primária do que de creche e duvido que ela conseguisse trazê-la cheia às costas. Mas também sou eu que levo a mochila por isso o que interessa é que caiba tudo o que é necessário levar.

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As alças também são ajustáveis e tem uma pega em cima, para facilitar o transporte e para ficar pendurada no cabide.

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O forro deixou-me um bocado indecisa, mas optei por este tecido do IKEA com corações de muitas cores, entre elas o amarelo. Não é o meu padrão preferido mas até que resulta em trabalho pequenos. Tem na mesma o bolso interior.

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Agora parece que acertei na formula para a mochila. E o melhor é que a Teresa adorou a ovelha.

E tu? Queres ver nascer uma mochila das tuas mãos? Tens aqui o meu modelo desta mochila e todos os passos, foto a foto para te ajudar a trazer ao mundo a tua mochila!

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