Bolo de Anos da Minnie

Depois da Mafalda foi a vez da Teresa fazer anos. Isto de ter duas crias a fazer anos na mesma semana tem muito que se lhe diga e eu continuo, oficialmente de “ressaca” de tanto stress e coisas para fazer e organizar. Mas ela teve um dia feliz e estava contente e é sempre bom ter a casa cheia de amigos e família.

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O ano passado consegui fazer um bolo para as duas mas este ano cada uma queria a sua coisa! A Teresa está na fase do mickey e da minnie por isso fiz-lhe um bolo da minnie mas em vermelho.

E como tivemos a família reunida, a Mafalda teve direito a um segundo bolo das Monster High, para poder sopras as velas!

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Cá em casa o ritmo abranda agora mas na familia vamos estar em festa até quase ao fim de Janeiro! É que por cá a maioria dos aniversários são em Setembro, Novembro e Dezembro!

Agora vou só ali descansar mais um bocadinho e quem sabe comer mais uma fatia de bolo. Fazes-me companhia?

 

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3 anos de Teresa

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Chegada aos 3 anos continuas a ser a caixinha de surpresas que sempre foste. É bom ver-te crescer e é bom aprender-te a cada dia em tu te conheces um bocadinho mais.

Foi um ano dificil para nós. E tenho para mim que contigo será sempre tudo diferente. Embora tenhas já vencido grande parte da tua relação com a comida continuas a ser muito seletiva. Ainda assim estás longe de ser o que já foste e por isso podemos respirar de alivio.

Este ano, de um momento para o outro e sem pré aviso ou explicação aparente rejeitaste a escola. Entraste numa fase de intorelância e deixaste-me com o coração nas mãos e do tamanho da cabeça de um alfinete. Foi horrivel. Mesmo. Foi tão mau que houve um dia em que não aguentei mais, em que saí da tua escola depois de te lá deixar num estado de descontrolo total, depois de teres feito xi-xi em cima de mim enquanto estavas ao meu colo, depois de ter contrariado todos os meus instintos de mãe, e assim que cheguei ao carro também eu chorei. Descontrolada. E vim assim até casa, e liguei ao teu pai e disse-lhe que para mim não dava mais. Cumpri a minha promessa e para tua sorte as férias começaram pouco depois e pudeste ficar com os teus avós até Setembro.

E foi mesmo disso que precisaste. Deixaste de usar fralda e deixaste de usar chucha. E cresceste tanto! Mas menos do que querias, porque a dada altura nas férias achaste-te capaz de ir sozinha para a piscina, e foi dificil fazer-te perceber o que aconteceria se o fizesses. Ainda assim conquistaste o direito de flutuar sozinha, suspensa nas tuas braçadeiras, sem que ninguém te segurasse, e era preciso estar lá para ver o teu ar de satisfação e de confiança, como o de quem se prepara para tomar o mundo de um só assalto.

A tua arma é o teu sorriso. Estou certa que quando cresceres não te vai faltar quem por esse sorriso se encante. A mim conquistas-me todos os dias. Podia tentar por por palavras esse sorriso e a forma como tudo em ti se ilumina quando sorris mas não faria sentido senão para quem já o viu. Mas sempre foste assim, desde o primeiro sorriso, como se mil lâmpadas se acendessem à tua volta quando sorris.

Tens uma linguagem não verbal fascinante e divertida. Tenho dias em que quase acredito que és um cartoon saído diretamente do meu caldeirão das ideias. És tão engraçada que me deixas sem jeito quando é preciso ser firme ou ralhar.

Falas muito e ainda estás naquela fase de dizer coisas engraçadas como as pingas dos olhos quando te referes a lágrimas, entre outros disparates. Desenvolveste um ódio de estimação com as cinôias (cenouras) e por incrível que pareça gostas de iscas, de pasteis de bacalhau e de favas.

Por alguma razão que eu desconheço gostas de me ouvir cantar, e passamos horas a cantar sempre as mesmas músicas. Tens uma obsessão pela Minnie e pelo Mickey e continuas a gostar muito de brincar com carros.

Este é o teu primeiro ano no jardim de infância e a transição, ao contrário do que eu esperava, foi-te ligeira. Estás orgulhosa por seres crescida e por já não ires para a escola dos bebés. E tens lá o teu Fred. Agora todo o teu dia se resume ao Fred e devo dizer-te que conseguiste deixar o teu pai preocupado e ciumento logo ao fim de 3 anos. Parece-me que vamos ter três adolescências difíceis com um “pai tirano” por casa!

Gostas de fazer comigo uma brincadeira em que me pedes para sorrir enquanto finges que me tiras um retrato. Dizes-me sempre que fiquei linda. Um dia vais entender a importância destes momentos que guardarei para sempre em mim. É tão difícil lembrar de sorrir… Tudo sempre a correr, o tempo sempre a passar e tu, meu pinguim és a minha jóia que me lembra que viver também é sorrir.

Ganhaste mais uma irmã este ano e ao contrário do que toda a gente esperava reagiste bem. Tens muita curiosidade em relação a ela, mas como ela passa muito tempo a dormir quase que nem dás por ela. Gostas de a ver de olhos abertos e insistes em tapá-la como se fosse um dos teus bonecos. Gostas de lhe pegar ao colo, e por alguma razão que ainda não apanhei a tua voz acalma a Sofia e o teu choro deixa-a nervosa.

Já a Mafalda é a tua estrela polar. Se a Mafalda está de castigo tu ficas ao seu lado o tempo todo, mesmo se o castigo começou com qualquer discussão vossa que acabou mal. Basta que eu ralhe com uma das duas para vocês se unirem novamente. E é assim que deve ser. Gostas de dormir na cama dela, e a maior parte das vezes é lá que procuras aconchego quando acordas mais cedo que que precisas e ainda toda a gente dorme.

Este foi também o ano em que descobriste o aconchego dos avós e perdeste o medo de nos deixares. É bom ver-te a querer estar com eles. A querer dormir lá ao fim de semana. É bom ver-te a construir essa relação sólida e tão fundamental.

Não és uma criança tímida mas também não te dás de mão beijada. Há uma certa ponderação nas coisas que fazes, mesmo nos disparates. Não tens medo de animais nenhuns e por tua vontade deitavas a mão a tudo o que mexe. É talvez uma das poucas coisas em que sais a mim, em quase tudo o resto és o legado do teu pai.

Este ano és o meu pinguim, e demoramos alguns meses até decidirmos que assim seria.

Bolo Aniversário Monster High

Não há festa sem bolo e por cá é, geralmente, o bolo que dita o tema da festa. Como não podia deixar de ser a Mafalda quis um bolo das Monster High. A minha maior preocupação foi não deixar o bolo demasiado “gótico”, afinal a miuda só fez 6 anos e um bolo carregado de preto, não faz o meu estilo neste contexto. Também não sou adepta de bolos de ano em forma de caixão ou lápides com o nome das crianças… Chamem-me o que quiserem!

Também queria que tivesse uma boneca incluida, para que o bolo, no seu conjunto, fosse em si uma prenda. E foi assim que ficou o bolo do 6º aniversário da Mafalda:

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Queres uma fatia do meu bolo de côco com curd de manga?

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6 Anos de Mafalda

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Venceste mais um ano e por isso estás de Parabéns. Foi um ano de muitas mudanças com os dentes a cairem e a escola a começar a sério. Pelo caminho ganhaste mais uma irmã mas abraçaste a mudança como abraças tudo o resto à tua volta: com confiança e determinação.

Continuas a mesma criança doce de sempre. Continuas a falar de mais, quando deves e quando não deves. Aliás a tua maior dificuldade na habituação às aulas está, precisamente, em manteres-te calada no decorrer das aulas. Estás mais curiosa em relação ao mundo exterior e ao que te rodeia e socializar é para ti tão natural como respirar.

Queres mais autonomia e por isso já vais tomando banho sozinha, sempre que não te apetece antes brincar na banheira! Também queres participar na rotina da casa e já vais ajudando a por a mesa e a arrumar a cozinha. Gostas particularmente de mexer nas coisas de louça e de vidro, para me provares que consegues não as partir.

Desenhar continua a ser o teu passatempo preferido e revejo-me tanto em ti quando vou dar contigo a cortar e colar tudo o que te aparece à frente, a tua obcessão por fita cola e envelopes, por papel de embrulho e fitas e genericamente por todos os materiais aos quais consigas deitar a mão é genética. Nisso sais a mim. Revejo-te em mim e a mim na minha avó. Ao pé de ti os meus materiais e as minhas coisas não estão seguras, mas é bom ver-te tão criativa e sempre com tanta vontade de testares novos materiais e novas ideias, ainda que tenha de fazer o meu papel de mãe.

E já que falamos no papel de mãe tenho que te dizer que continuas a desafiar tudo até ao limite. Testas e testas até mais não. Tens dias em que quase nos levas ao desespero com essa tua obstinação e teimosia, mas verdade seja dita, tens feito alguns progressos a entender que viver é também negociar, dar e receber, e lá te vais esforçando por controlar os teus impulsos e as tuas vontades.

Continuas a ter uma ligação brilhante com a tua irmã, agora mais velha, embora nem sempre te lembres que entre as duas existe uma diferença de idades que ainda é significativa. Esqueceste que ela nem sempre entende até onde queres ir e esqueceste também que, apesar de ser mais nova, também ela tem vontade e ideias próprias que quer concretizar. Ainda assim és ultra protectora e mesmo na escola, quando ela precisa, é a ti que chamam e eu fico descansada.

Tens uma consciencia de grupo e de familia que me deixa orgulhosa, porque é precisamente isso que eu quero que guardes para a vida: a familia é tudo o que temos e é tudo o que precisamos, tudo o resto é bem vindo, mas acessório. Mesmo aquela familia que não é de sangue mas que o coração acolheu. E isto já tu aprendeste. Contigo ninguém fica esquecido nem para trás.

Foi também este ano que percebeste que a forma como as pessoas estão à tua volta condiciona a forma como te sentes. Passaste por duas festas de finalistas particularmente emotivas e isso tocou-te de uma maneira que não julguei ser possivel. A primeira foi a do teu primo e expliquei-te que por vezes (não te quis assustar e dizer sempre) dizer adeus a quem gostamos faz doer muito. Muito mais do que cair ou bater com a cabeça. E que aquelas pessoas estavam a chorar porque tinham de dizer adeus e continuar o caminho delas. Já na tua festa de finalistas a coisa foi diferente. Não foi fácil aguentar as minhas lágrimas, até porque estar grávida não é um bom estabilizador de humor mesmo para quem não é dado a lamechiches. E podia até ter corrido bem se não tens vindo para o meu colo lavada em lágrimas, o que tornou impossivel a minha missão de segurar as minhas. E expliquei-te que não estava a chorar por estar triste mas antes por estar muito orgulhosa de ti, por ser bom ver-te crescer assim dessa forma, por já não seres bebé e por estares tão crescida que ias começar uma nova fase da tua vida e que isso era muito importante. E foi então que nos abraçamos, com muita força, e choramos as duas nesse abraço. E naquele instante não fomos mãe e filha, fomos só nós as duas no que verdadeiramente somos e crescemos mais um bocadinho juntas.

Este foi também o ano em que viste neve pela primeira vez e foi muito divertido. Como seria de esperar o teu maior espanto foi descobrires que a neve é molhada! Gostaste muito de atirar bolas de neve mas não gostaste de apanhar com elas e fizemos um boneco de neve que durou quase 3 dias à nossa porta.

És vaidosa e as calças são peças de roupa que não entram no teu guarda roupa. Desenvolveste também uma paixão pelas bonecas das Monster High, que só para te aborrecer te digo que são horrososas, mas que prefiro mil vezes do que as barbies. Talvez seja uma boa forma de te mostrar que nas pessoas o que interessa não é a parte bonita mas sim a feia, porque com o lado bom das pessoas é sempre fácil viver, mas deves sempre escolher quem acolhes pelo seu lado mais feio, porque só serás feliz se for suportável viver com esse lado feio, e o mais das vezes não é.

És a minha primeira filha por isso faremos juntas todas as descobertas do caminho em primeira mão. E passe o tempo que passar terei sempre o meu coração nas mãos por ti, porque embora estejas na minha vida à 6 anos, em ti todos os dias são uma novidade, e às vezes o desconhecido pode assustar.

Bonecas waldorf #3

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A primeira Maria nasceu em Maio. Na minha fúria de a ver pronta demorou poucos dias a ter cabelo e cara, pernas e braços. Difícil foi vesti-la a rigor, primeiro porque quis fazer-lhe um poncho e depois porque quis fazer-lhe umas calças que só agora viram a luz do dia, e por ultimo os sapatos para completar o conjunto.

Vestida e penteada com direito a corte de cabelo e tudo, a primeira Maria está finalmente pronta!

A primeira Maria nasceu em Maio. Na minha fúria de a ver pronta demorou poucos dias a ter cabelo e cara, pernas e braços. Difícil foi vesti-la a rigor, primeiro porque quis fazer-lhe um poncho e depois porque quis fazer-lhe umas calças que só agora viram a luz do dia, e por ultimo os sapatos para completar o conjunto.

Vestida e penteada com direito a corte de cabelo e tudo, a primeira Maria está finalmente pronta!

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O resultado final é do meu agrado, afinal sempre quis uma boneca destas. Esperar 33 anos para vê-la sair das minhas mãos valeu bem a pena. Apesar de estar feliz com o resultado, o modelo da boneca precisa de alterações, em primeiro lugar no tamanho e em segundo lugar no formato dos pés. Mas para isso nascerão outras Marias.

E a próxima será bem mais pequena, não só para condizer com a cabeça, mas também para ter um tamanho mais “amigo” das crianças. É que a primeira Maria é quase do tamanho de um bebé de 3 meses bem aviado, ora vê.

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Posto isto só falta mesmo dar-lhe um nome. Ideias aceitam-se na caixa de comentários!

3 meses de Sofia

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3 meses de ti e em mim a sensação de que toda a minha vida estiveste comigo. És um doce de bebé, comes bem sem seres sôfrega, raramente tens cólicas, cresces a bom crescer e dormes, dormes muito… 12 horas inteiras se te deixassem!

Ser tua mãe está a ser completamente diferente de ser mãe das tuas irmãs. Somos mais calmas as duas e talvez por isso mais cúmplices.

Começas agora a querer expressar-te e tentas responder quando contigo falamos. Ris-te. Ris-te muito e és ainda mais linda quando o fazes.

Tens duas irmãs que te adoram. Da mais velha tens um certo receio porque ela fala muito alto e se mexe com brusquidão e por isso choras sempre que ela te pega ao colo. Já com a mais nova é diferente, se a sentes calma também tu ficas calma mas se a ouves chorar depressa te juntas a ela. Quando ela te pega ficas a olhar para ela como se a estivesses a aprender. Para ela és uma princesa, sempre foste e creio que sempre serás.

E gostas de tomar banho. Os teus olhos brilham o tempo todo. Só choraste no primeiro banho que tomaste em casa e depois ganhaste-lhe o gosto. Vê-se na tua expressão descontraída que é para ti um prazer e por isso prolongo-o sempre que posso. É o nosso pequeno segredo.

Estás a crescer depressa demais e gostava de te poder segurar no colo mais tempo, mas ao mesmo tempo quero ver-te crescer, aprender-te mais e saber mais te ti.

E o tempo não pára. Já lá vão três meses de ti!

Ameixas de Elvas

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É tempo das ameixas Rainha Cláudia, o que é o mesmo que dizer que é tempo de fazer Ameixas de Elvas. As Ameixas de Elvas são tipicamente servidas com Sericaia, ou talvez seja a Sericaia que é servida com as Ameixas de Elvas.

Eu, sendo naturalmente gulosa, gosto delas só assim. A receita é simples embora seja trabalhosa de fazer, já que só está concluída ao fim de uma semana. Mas para mim vale bem a espera.

Para fazer as Ameixas de Elvas vais precisar de:

1kg de Ameixas Rainha Claúdia + 1 kg de Açucar + 50ml +1l de Água

Começa por ferver 1l de água. Quando estiver a fever junta as maiexas e deixa cozer durante 10 a 15 minutos. Retira-as da água quente e deixa-as de molho num recipiente com água fria durante 12 horas. Vai renovando a àgua das ameixas durante esse tempo.

Depois das 12 horas de espera, fazes uma calda de açucar com o açucar e os 50ml de água e deixas atingir ponto de espadana. Quando o açucar estiver no ponto deitas as ameixas escorridas e esperas que volte a ferver. Retiras do lume e guardas num recipiente de vidro ou louça.

No dia seguinte escorres a calda para um tacho e levas novamente ao lume até atingir ponto de espadana. Deitas a calda sobre as ameixas.

No dia a seguir voltas a escorrer a calda para o tacho e levas ao lume até atingir ponto assoprado. Voltas a deitar a calda nas ameixas.

Deixas ficar a repousar 3 dias e ao fim desse tempo voltas a escorrer a calda e a levá-la ao lume até atingir ponto de fio. Voltas a deitar a calda nas ameixas e deixas repousar durante 8 dias. No final do tempo escorres as ameixas da calda e deixas secar.

Depois é só fazer o gosto ao dente!