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Faz hoje 4 anos que renasci. Faz hoje 4 anos que nasceste. Não há coincidência. Nasceste tão grande como a missão que trazias e assim que te puseram no meu peito foi isso mesmo que vi, a tua grandeza.

Não sei se te sei explicar mas trouxeste contigo o que me faltava. Devias ter trazido o caos e a confusão à nossa casa mas fizeste o oposto. És a cola que nos une. Por isso te digo, é grande essa tua tarefa.

E contigo sou uma outra mãe, nisso tens mais sorte que as tuas irmãs. Embora sejas sempre original na forma como vives as tuas etapas e superas os teus desafios, és a terceira, o que faz com que já saibamos dar valor ao que tem valor, e deixar ir o que sabemos que é passageiro.

És divertida! Quem havia de dizer que aos 4 já sabes usar o humor, fazer piadas e brincar com as situações! Tenho para mim que farás tanto ou melhor uso do sarcasmo que a tua mãezinha… Mas a verdade é que não tens a quem sair sisuda.

Amuas com facilidade e és a única que é capaz de me virar as costas numa birra, enfiar a cabeça numa almofada e ignorar que eu estou ali. Às vezes fazes mesmo de conta que não me vês nem me ouves e nem me respondes. O que mostra bem esse teu temperamento de leoa. É claro que me zango.

Quando as coisas te correm bem és um doce de criança. Meiga como só tu sabes ser. Tens um abraço forte e um beijo doce e eu não prescindo de nenhum.

Gostas das tuas irmãs e, como seria de esperar, não gostas de estar longe delas. Quando calha estarem separadas pareces uma flor a definhar lentamente. Dói só de ver.
E zangas-te com elas, não aceitas que te obriguem a fazer o que não queres e, quando chegam a extremos não tens qualquer medo de levantar a mão e resolver a disputa. Contigo não fazem farinha, o que é bom!

Cantas e danças como se não estivesse ninguém a ver e este ano começaste a ter aulas de ballet. Surpreendentemente (para mim) o ballet é natural em ti e não há quem não repare no jeito como dobras as pontas do pé ou a forma como manténs as costas bem direitas enquanto caminhas em bicos de pés. E claro, ficas adorável de cor de rosa.

Continuas a ser o maior pesadelo das nossas gatas mas não porque sejas má para elas. É precisamente ao contrário! O teu amor sufoca-as, literalmente!

Comes um pouco de tudo e és gulosa que baste. Aqui nunca tivemos grandes preocupações.

Acompanhas bem as brincadeiras das tuas irmãs, quer seja a escola da Mafalda que já te ensinou tanta coisa, ou as infinitas cidades, vilas e histórias da Teresa e dos seus legos e Playmobil.

Vês pouca televisão, e tirando a Patrulha Pata, pouco coisa te prende lá. Mas por outro lado se o youtube foi inventado para alguém, esse alguém és tu. Canções infantis, pessoas a fazer plasticinas, videos de pessoas a abrir ovos de surpresas e outras coisas igualmente improváveis, são a tua perdição. Melhor que pipocas!

Também gostas da bicicleta e montas o circo com os teus patins, porque te deixas cair de propósito e isso te faz rir, mas só porque a tua queda está bem segura nas nossas mãos. Se caísses a sério já não achavas tanta graça!

És uma criança feliz e cheia de vida e é assim mesmo que deve ser.

Este é para mim (e para ti) um ano de viragem porque estes são os últimos meses que te vou ter assim pequenina… A caminho dos 5 vais deixando para trás esta Sofia para deixares vir uma outra Sofia, e mesmo com toda a saudade que já tenho quero que saibas que estou aqui, de braços e coração aberto para te aprender, conhecer e amar até depois do meu corpo morrer.

Parabéns Pessoa Pequenina.

Episódio 4

E cá está o 4º episódio! Hoje há um bocadinho de tudo com direito a obsessões e ideias tristes para além de um trabalho acabado que vale por dois, um trabalho que já estava na hora de sair das agulhas e claro, o KAL do momento!

Já sabes que conto contigo nos comentários!

Sophie’s Universe #6

A jornada ainda nem vai a meio e a manta já começa a parecer uma manta!

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Nesta parte nascem mais umas flores no jardim da Sofia, e há um trabalho de pontos em relevo que faz uma espécie de abóbadas por cima de cada flor.

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Já se vê que os cantos estão a perder a forma!

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Esta manta faz bem valer o trabalho de cada ponto!

Manta em Crochet para Bébe

Grande parte do meu tempo livre dos últimos meses de 2016 foi gasto a terminar esta manta.

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Comecei antes de ir de férias e só terminei a tempo de a embrulhar e oferecer no Natal. Não foi muito mau tendo em conta que a sobrinha nasceu em Novembro!

Já a antecipar que talvez não conseguisse ter a manta pronta a tempo, escolhi fazê-la num tamanho de cama de grades, e não no tradicional tamanho de enrolar bebés.

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 A escolha do modelo teve alguns requisitos: ser uma manta inteira e nada de granny squares ou dezenas de partes para coser. Não é que não goste, porque adoro, mas a verdade é que no pouco tempo que tenho fazer as partes não me custa nada, mas cosê-las a todas é um 31 desgraçado… E o outro requisito era ser diferente, nada de chevrons, granny stripes ou afins, mas não ser demasiado “antiga”.

Acabei por fazer este modelo da publicação A Year of baby Afghans da Leisure Arts:

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Gostei muito da manta e da textura embora estivesse fora de questão para mim escolher estas cores! Uma outra coisa que gosto muito neste modelo é que é trabalhado com pontos baixos e meios pontos altos por isso fica um tecido fechado com muita textura sem aquele ar desleixado dos pontos altos. Por outro lado os pontos pegados à frente e atrás dão imenso relevo, o que torna o modelo interessante de fazer.

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Quanto às lãs continuo a preferir os acrílicos para mantas, em especial mantas de bebé. Assim sei que a mãe pode lavar a manta à vontade e sem grandes preocupações que vai ficar sempre tudo em condições.

Para esta manta resolvi experimentar uma lã nova: a Stylecraft Special DK, de origem britânica. É muito em conta, tem imensas cores e é muito macia e fácil de trabalhar. Gostei muito e ficou na lista das minhas preferidas para trabalhos semelhantes.

No fim da manta ainda tinha alguma lã e como não tenho muita vontade de continuar a acumular sobras de lãs, resolvi fazer uma manta de apego para acompanhar a manta (e gastar a lã que sobrou!).

E esta foi mesmo a primeira manta de apego que fiz e o conjunto ficou delicioso!

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O modelo de base é este embora tenha feito algumas alterações. É um modelo muito fácil e rápido de fazer e fica perfeito!

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As miúdas adoraram e chamamos-lhe Alice 🙂

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E foi uma grande empreitada de fazer, mas que produziu resultados muito satisfatórios! E a Alice ficou um mimo!

Sophies’s Universe #5

Já enche o colo e continua a ser um prazer de fazer. É também uma enorme escola, porque desafia aquelas regras que de alguma forma assumimos, sem que nos tenham propriamente ensinado. Quero com isto dizer que quando aprendemos crochet, aprendemos que é trabalhado em carreiras. O que pressupõe de alguma forma que quando terminamos uma carreira ela está mesmo terminada.

Mas nesta manta não, há carreiras que se terminam 3 carreiras depois, com pontos que descem e vão apanhar os que ficaram para trás. Não é nada difícil, antes pelo contrário, mas acrescenta aquela excitação do desafio!

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Esta parte tem uma barra de pequenas flores feitas de pontos pipoca. As flores são depois “emolduradas” numa carreira de pontos em cor contrastante e encimadas por uma concha. É este nível de detalhe que me fascina pelo valor que acrescenta à manta. E é tão fácil! Eu sei que não parece mas é.

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Esta é também a parte em que se começa a fazer rodar os cantos. O quadrado que completei na 4ª parte vai agora ficar dentro de um outro quadrado, mas com as arestas trocadas.

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E depois há sempre aquela curiosidade de ir fazendo para ver o que vem a seguir!

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Mais uma parte concluída, mais um envelope para abrir!

Episódio 3 – Podcast Meias Marias

E não é que já são 3?!

Hoje é o dia de anunciar os vencedores do sorteio do 1º podcast e o anúncio é feito por alguém muito especial!

Falo-te da minha história com o crochet e de bonecos e amigurimis e de como fazê-los.

Mostro-te o que terminei desde o último podcast e o que tenho em mãos. E só porque sim, conto-te tudo sobre um CAL que decidi fazer.

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E já sabes que se quiseres fazer alguma pergunta, sugerir que fale sobre algum tema em concreto, ou simplesmente dizer olá, podes sempre fazê-lo, comentando este artigo, por mail ou por mensagem via facebook ou instagram.

Meat Free Monday #7

Mais uma aventura na “descarnificação” da nossa alimentação. A proposta de hoje é bem ao meu estilo, e ao das miúdas também, a verdadeira comida de conforto com dois parceiros de crime perfeitos: a massa e o queijo! E muitos legumes bem escondidos!

É fácil de fazer, dá para fazer na bimby ou no tacho, e é de sucesso garantido. E para mim tem uma grande vantagem que é a de levar couve flor escondida e tão bem disfarçada que não só é bem aceite, como também é ela que dá toda a magia a este prato. E a couve flor é um legume que por cá nem todos gostam, mas assim escondido marcha que é uma alegria. O mesmo se aplica aos brócolos, mas cá em casa são menos esquisitos com os brócolos do que com a couve flor!

Meat Free Monday #7

Meat Free Monday #7

Ingredients

  • - Para +/- 6 pessoas:
  • - 1 cebola grande
  • - 2 dentes de alho
  • - 40 gramas de azeite
  • - 2 cenouras
  • - 250 gramas de brócolos
  • - 250 gramas de couve flor
  • - 80 gramas de massa grossa por pessoa (macarrão, penne, laços, etc.)
  • - 1 pacote de 500ml de molho bechamél ou 50 gramas de farinha + 35 gramas de margarina + 5 500 ml de leite
  • - 1 pacote de natas (ou natas de soja)
  • - 1 pacote de mistura de três queijos (200/250gr) ou
  • - 250 gramas de queijo emental, cheddar e mozzarela ralado na hora
  • - pão ralado (opcional)
  • - sal, pimenta e noz moscada q.b

Instructions

  1. Põe a massa a coser com bastante água temperada de sal. Retira do lume e escorre 2 minutos antes do tempo de cosedura. Guarda a água.
  2. Pica os legumes bem fininhos mas sem ficarem em pasta.
  3. Refoga a cebola e os alhos no azeite durante 5 minutos.
  4. Junta a cenoura e a couve flor ao refogado e deixa refogar mais 7 minutos.
  5. Junta 1 concha da água de coser a massa e deixa ferver mais 2 minutos.
  6. Junta os brócolos e deixa ferver mais 5 minutos
  7. Se estiveres a fazer na bimby: Num pirex junta os legumes à massa e sem lavar o copo junta os ingredientes para fazer o molho bechamél. Depois de pronto junta-lhe as natas e o queijo e deixa cozinhar mais 2 minutos. Junta depois o molho às massas.
  8. Se estiveres no tacho: Adiciona aos legumes o molho bechámel (de compra ou feito à parte), as natas e o queijo e deixa ferver. Junta as massas e põe num pirex.
  9. Polvilha com o pão ralado (opcional). Leva ao forno a 180ºC para alourar e acabar de cozinhar a massa. (+- 20 minutos dependendo do forno)
http://meiasmarias.com/pt/receitas/meat-free-monday-7-2/

Esta receita é uma daquelas que podes deixar preparada no fim de semana e deixas o pirex tapado no frigorífico pronto a ir ao forno. No dia é só meter no forno e servir. Também dá para congelar antes de ir ao forno mas o resultado vai ser um pouco mais seco.

E em termos de sucesso da receita?

TODA A GENTE GOSTOU! É receita para bingo!

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Esta vai ser uma receita para repetir muita vezes! E com tanta fã de massa cá em casa está-se mesmo a ver que vai ser um disco muito pedido!

E tu? Vais experimentar?

Bordar uma camisola de malha

Já te falei desta camisola no podcast. É uma camisola que eu tricotei para a Mafalda e que me serviu para aprender várias técnicas que queria explorar, nomeadamente:

  • Tricotar em redondo: down-up em raglan, para não ter de fazer costuras nenhumas
  • Bordar a camisola depois de feita, por cima das malhas em bordado tipo mexicano

O modelo que eu escolhi foi um modelo da Drops – Garnstudio, que é o modelo 89-5:

Na escolha do modelo o que eu procurei foi uma construção que se assemelhasse ao que eu queria fazer, e este modelo, se esqueceres as riscas e o Granny Square do meio, tem exactamente a construção que eu queria.

Na lã, a minha escolha foi para a lã Sirday Hayfield Bonus Aran with wool na cor petróleo. Esta lã é 80% acrílico e 20% lã e trabalha-se muito bem e é macia. Faz um ponto com muita definição e com muito boa leitura. E é uma escolha bastante económica, embora pudesse ter optado por um fio mais nobre. Soubesse eu que ia chegar ao fim da camisola e que o resultado depois de bordado era este, e tinha mesmo feito a camisola noutro fio!

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O resultado teve a aprovação de toda a gente! O que deu direito a mais pedidos para fazer mais coisas. Um dei hei-de fazer qualquer coisa para mim!

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Bordar uma camisola de malha

Então e como é que eu bordei a camisola?

Para começar, e depois de escolhido o motivo e as cores, desenhei o motivo numa folha de papel vegetal, à escala do que eu queria e já como se fosse para aplicar.

Prendi este papel com alfinetes à camisola (muitos alfinetes) mas podes optar por alinhavar, se isso te der mais segurança.

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De seguida, e antes de iniciar qualquer motivo, “desenhei” os motivos na camisola usando pequenos pespontos que fiz por cima do papel e usei estes pespontos como referencia para bordar os desenhos. Tal como podes ver na fotografia de baixo, na parte das flores. Depois dos pespontos feitos rasga o papel com jeito para não deformares as malhas e começas a bordar.

Como as malhas são largas o bordado não fica tão perfeito como se estivesses a bordar em linho ou algodão, por isso, depois dos motivos bordados, contornei todos os motivos com ponto atrás para obrigar as malhas a ficarem juntas e a fecharem o motivo. São estes pontos que vês à volta do passarinho.

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As lãs que usei para bordar foram restos de lãs, grande parte delas acrílicos da brancal. Como vês, nada de mais.

Acho que a técnica correu bem e funcionou muito bem. A única coisa que fazia diferente era usar papel de seda em vez de papel vegetal. Porque o papel de ceda é mais macio torna-se mais fácil de o rasgar sem deformar as malhas, e não se perde tanto tempo. E como é papel na mesma dá para desenhar à vontade. Mas como o que eu tinha à mão era papel vegetal, foi mesmo com este que avancei!

E gostei muito. É para repetir!

Pronta para experimentar?

Episódio 2 – Podcast Meias Marias

Hoje trago-te o segundo episódio do podcast do blog. E para este episódio escolhi um tema do qual nunca escrevi aqui no blog: o tricô.

No podcast falo-te de como comecei, por onde comecei, dos meus monumentais falhanços e de onde me veio a motivação para seguir em frente. E descobri que consigo passar imenso tempo a falar sobre isto, quem diria!

E não te esqueças que o sorteio está aberto até ao inicio de Abril, se ainda não participaste hoje é o dia de o fazeres! Não custa nada! Só tens de regressar a este artigo e comentar com o prémio que gostarias de ganhar, e ir ao youtube e subscrever o canal Meias Marias. A subscrição do canal serve para que possas receber notificações sempre que um novo vídeo é carregado, sem teres de esperar pela Newsletter ou pela divulgação no blog.

E já sabes que se quiseres fazer alguma pergunta, sugerir que fale sobre algum tema em concreto, ou simplesmente dizer olá, podes sempre fazê-lo, comentando este artigo, por mail ou por mensagem via facebook ou instagram.

Meat Free Monday #6

A nossa última experiência vegetariana foi no campo dos hamburguéres, e na verdade esta é só a primeira de várias receitas que quero experimentar.

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A receita é do site do movimento Meat Free Mondays e não lhe fiz grandes alterações, a não ser retirar o tomilho (porque não tinha) e substituir as cebolas vermelhas por chalotas.

Estava com grandes expectativas em relação a esta receita porque gosto muito de beterraba e tinha as beterrabas da horta mesmo a jeito de serem usadas, mas acho que quando as fiz piquei-as demais e em vez de uma boa textura granulada acabei por ficar com uma pasta da qual começou a fugir o sumo da cenoura e da beterraba.

Como sabia que me ia ser difícil fazê-los num dia normal fiz a receita num fim de semana, moldei os hamburguéres e congelei-os. Mas fiquei sempre na duvida de se iam aguentar.

Quando chegou o dia foram congelados para a frigideira e aguentaram-se bem. Para acompanhar fiz grelos para mim e arroz de grelos para eles.

E quanto a opiniões?

Para variar um bocadinho o marido gostou – 1 voto a favor (devia valer por dois!).

A Mafalda gostou – 1 voto a favor

A Teresa comeu sem reclamar mas não muito convencida – 1 voto neutro

A Sofia comeu com alguma dificuldade – 1 voto contra

E eu? Eu acho que tenho de repetir porque acho que não estava num dia bom. Até porque fui a última a ir para a mesa e acabei por comer os hamburguéres pouco quentes, e não me souberam grande coisa. Mas no dia seguinte levei-os para o almoço e bem quentes até não souberam mal.

Mas é como te digo, tenho de repetir para ter a certeza do meu voto! Para já é um voto neutro.

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De qualquer forma, se gostas de beterraba vale a pena experimentar!